Ex-participante do American Idol é condenado à prisão perpétua por matar a esposa
Caleb Flynn, que participou do reality musical "American Idol" em 2013, foi condenado nesta segunda-feira à prisão perpétua sem liberdade condicional por matar a esposa a tiros enquanto ela dormia
📋 Em resumo ▾
- Caleb Flynn, ex-participante do reality musical americano American Idol (2013) e ex-pastor de música, foi condenado nesta segunda-feira (5/10) à prisão perpétua sem liberdade condicional
- O júri o considerou culpado em todas as nove acusações, incluindo assassinato agravado, pelo homicídio da esposa, Ashley Flynn, morta a tiros enquanto dormia
- A juíza determinou que Flynn cumpra primeiro as penas por posse de arma de fogo e adulteração de provas — cerca de 16 anos — antes de iniciar a prisão perpétua
- Promotores apontaram um caso extraconjugal como motivação; Flynn negou o crime até a sentença
- Por que isso importa: o caso teve ampla repercussão nos EUA por envolver uma figura que já teve exposição pública como cantor e pastor
Caleb Flynn, de 40 anos, ex-participante do reality musical americano American Idol — exibido na 12ª temporada do programa, em 2013 — e ex-pastor de música, foi condenado nesta segunda-feira (5/10) à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A decisão foi tomada pela juíza Jeannine Pratt, do Tribunal do Condado de Miami, em Ohio (EUA), depois que um júri considerou Flynn culpado em todas as nove acusações que respondia, incluindo assassinato agravado, pelo homicídio da esposa, Ashley Flynn, de 37 anos.
Relembre o caso
Segundo a acusação, Flynn matou a esposa com dois tiros na cabeça enquanto ela dormia na casa do casal, em Tipp City, na madrugada de 16 de fevereiro deste ano, e em seguida encenou a cena como se um estranho tivesse invadido o imóvel. Ele chamou o serviço de emergência (911) relatando que um invasor havia atirado em Ashley — áudio que, segundo veículos americanos, mostra Flynn chorando e descrevendo os ferimentos da esposa ao atendente.
A promotoria sustentou, ao longo do julgamento de duas semanas, que Flynn matou Ashley para ficar com sua amante, Alleigha Botner, apresentando como prova mais de 100 mil mensagens de texto trocadas entre os dois — algumas nas quais, segundo a acusação, Flynn teria manifestado o desejo de que a esposa morresse. O júri deliberou por cerca de duas horas antes de condená-lo, em setembro, por assassinato agravado, três acusações de homicídio, duas de agressão agravada e três de adulteração de provas.
Como ficou a sentença
A juíza determinou que as penas de Flynn sejam cumpridas de forma consecutiva: ele cumprirá primeiro o tempo relativo às especificações de posse de arma de fogo e à adulteração de provas — o equivalente a 16 anos, segundo a emissora WKEF — antes de iniciar a prisão perpétua sem liberdade condicional pela condenação por assassinato agravado. A Justiça também determinou que Flynn pague US$ 20 mil de indenização aos pais de Ashley Flynn para despesas futuras com o funeral.
"Não precisava terminar com o assassinato brutal e premeditado da sua esposa, Ashley", disse a juíza Jeannine Pratt ao proferir a sentença.
Durante a audiência, Flynn voltou a negar o crime, afirmando "não estou mentindo quando digo que não matei minha esposa", mas reconheceu ter mentido sobre outras questões e pediu desculpas por comentários que fez sobre a esposa. Os pais de Ashley disseram em comunicado lido no tribunal que perdoavam Flynn, mas pediram à Justiça a pena máxima: "ainda desejamos justiça absoluta para a Ashley". O casal tinha duas filhas pequenas, que hoje são criadas pela irmã de Ashley, Kayla, e pelo marido dela.
A defesa de Flynn já sinalizou à imprensa americana intenção de recorrer da condenação.
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