“Explicações de Emerson Castro não convenceram”, diz deputado sobre compra de terrenos

PAINEL POLÍTICO revelou que Governo comprou duas áreas ao custo de R$ 7,1 milhões em 2014 para desabrigados; lotes valem juntos pouco mais de R$ 400 mil

Porto Velho — Após PAINEL POLÍTICO ter revelado na semana passada que o governo do Estado, através da coordenadoria de patrimônio comprou duas áreas na zona rural de Porto Velho para supostamente construir casas para os ribeirinhos que foram desabrigados pela enchente do Madeira em 2014, o deputado estadual Jesuíno Boabaid (PT do B) fez um duro discurso no plenário da Assembleia Legislativa na tarde da última terça-feira, 18 e afirmou que “a compra se revestiu de absurdos que não se justificam, mostrando que alguma coisa de muito errada foi feita contra o erário”.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]O deputado revelou ter procurado o chefe da Casa Civil do governo, Emerson Castro, e que as explicações que foram dadas “não o convenceram da legalidade da compra”.

O parlamentar afirmou que vai compor uma Comissão Especial para levantar esse processo de compra e chamou os demais parlamentares interessados no assunto para que se unam nessa comissão, para que todos os fatos sejam revelados.

O caso

Em setembro de 2014 o então coordenador de Patrimônio do Estado, Alvaro Lustosa Pires Júnior desapropriou e pagou, em regime de urgência, por duas áreas situadas na zona rural de Porto Velho à pretexto de construir casas para os desabrigados da enchente do Madeira. Um dos lotes, de 40 hectares que compunha uma área total de 63 hectares, custou aos cofres públicos R$ 4,1 milhões, sendo que toda a área havia sido comprada cerca de um ano antes por R$ 60 mil. Em outro caso, ocorrido no mesmo período, foi desapropriada uma fazenda de pouco mais de 1.600 hectares, sendo que apenas 9 hectares podem ser usados para construção de casas, já que o restante é área de reserva e para planos de manejo. Pelos 9 hectares úteis foram pagos R$ 3 milhões. O governo não se manifestou sobre essas compras. Mais detalhes sobre o caso AQUI, AQUI e AQUI.

João Paulo II

Boabaid relatou também o incidente ocorrido na manhã desta terça-feira (18) no Pronto Socorro João Paulo II, quando o deputado Léo Moraes (PTB), ao fazer uma visita de surpresa àquele hospital, foi barrado na porta. Apesar de se anunciar como deputado estadual Léo Morais foi impedido de entrar e não pôde fiscalizar as condições precárias dos pacientes, denunciadas através de sites de notícias.

O deputado Jesuino assegurou que vai cobrar, nem que seja na Justiça, o cumprimento dos acordos firmados entre o governo e as centenas de famílias que estão esperando a regularização fundiária, “tão proclamada e prometida pelo governo estadual”.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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