Família de mineira que morreu na Argentina sofre para trazer o corpo

Lais Moreira sofreu duas paradas cardíacas e morreu em Buenos Aires neste domingo (4). Liberação do corpo pode demorar até 60 dias, diz mãe da jovem

E só consegui ver o corpo da minha filha nesta terça-feira”, disse a mineira Andreia Campanha Moreira que está em Buenos Aires desde domingo (4), dia em que Lais Moreira Martins, de 25 anos, morreu. Por causa da burocracia do país, a família enfrenta dificuldades para trazer o corpo da jovem ao Brasil.

Lais foi morar na capital argentina há dois anos para estudar medicina. No último fim de semana ela começou a passar mal e foi socorrida por amigos. Segundo a mãe, Lais teve edemas cerebral e pulmonar. Ela sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.

Na Argentina, o corpo deve passar por uma série de exames para identificar as causas da morte. Porém, esse processo pode durar até 60 dias. “É um desrespeito o que estão fazendo conosco. É um pesadelo. Eu só quero levar minha filha pra casa”, disse Andreia.

Um apelo da família chegou a ser publicado nas redes sociais para que o corpo da jovem fosse liberado o mais rápido possível.

“Assim, com o coração cheio do dor, e pensando também em todos os familiares e amigos que estão no Brasil aguardando ansiosamente a chegada da Lais, peço que intercedam para que tenhamos o máximo de suporte e urgência nos trâmites legais necessários para liberação do corpo”, escreveu a mãe de Lais.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires, “está prestando todo o apoio cabível aos familiares da Sra. Laís Moreira Martins, inclusive no que se refere à expedição de documentos (como certidão de óbito) junto às autoridades locais, levantamento de orçamentos junto a funerárias e outras providências relacionadas à agilização do translado do corpo”.

G1/MG

Anúncios
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Participe do debate. Deixe seu comentário