Federação internacional de coaches critica uso do termo “coach” associado a Pablo Marçal
Entidade afirma que uso inadequado do termo prejudica categoria e lembra que o próprio Marçal já negou ser coach em suas redes
📋 Em resumo ▾
- O capítulo Brasil da International Coaching Federation (ICF) divulgou posicionamento sobre o uso do termo “coach” associado a Pablo Marçal
- A entidade afirma que chamá-lo de “coach” ou “ex-coach” em reportagens, séries ou citações reforça o que classifica como banalização inapropriada da profissão
- A ICF Brasil cita declarações do próprio Marçal, em suas redes sociais, nas quais ele teria afirmado não ser coach
- A entidade compara o uso indevido do termo ao de alguém se autodenominar jornalista sem vínculo com uma estrutura profissional reconhecida
- Por que importa: a nota disputa a narrativa pública sobre a origem profissional de uma figura política relevante, e tem implicação direta em como a imprensa deve descrever Marçal
A ICF Brasil (capítulo nacional da International Coaching Federation), maior associação global de coaches, fundada em 1995 e presente em 143 países, divulgou nota em que contesta a associação do termo “coach” à figura de Pablo Marçal.
O que diz a nota da ICF Brasil
Segundo a entidade, grande parte do seu trabalho recente tem sido dedicada a combater o que descreve como banalização da profissão, resultado da difusão equivocada do papel do coach, que teria gerado má compreensão das funções do profissional pelo mercado. A ICF Brasil defende que a profissão, “se levada a sério”, é promissora — e, nesse contexto, divulgou o seguinte posicionamento:
“O capítulo Brasil da International Coaching Federation (ICF), maior associação global de coaches, manifesta que o uso inapropriado do termo ‘coach’ prejudica fortemente toda a categoria e os profissionais sérios que atuam na área. Pablo Marçal, por meio de declarações e em suas mídias sociais, já reforçou que não é coach. Portanto, intitulá-lo incorretamente como coach ou ex-coach em reportagens, séries ou citações, reforça a banalização inapropriada desse termo.”
A nota não especifica em qual contexto, data ou canal Marçal teria feito tais declarações negando ser coach — a afirmação de que ele “já reforçou” isso é atribuída pela própria ICF Brasil, sem citação direta das falas de Marçal.
Comparação com a profissão de jornalista
No mesmo texto, a entidade compara o risco do uso indevido do termo “coach” por pessoas sem qualificação técnica ao de alguém se autodenominar jornalista sem pertencer a uma estrutura profissional reconhecida:
“Os riscos de qualquer pessoa se intitular ‘coach’ sem condições técnicas para tanto são os mesmos de alguém se intitular, por exemplo, jornalista ou outra profissão que não possua uma estrutura verdadeiramente representativa, que cuida e garanta a boa prática profissional norteada por altos parâmetros de qualidade e ética aceitos mundialmente.”
Assinam a nota
O posicionamento foi assinado por Anna Mussi, presidente da ICF Capítulo Brasil; Andréa Mazarém, vice-presidente da ICF Capítulo Brasil; e Marcus Baptista, diretor de assuntos governamentais da ICF Capítulo Brasil.
Até a publicação desta matéria, a reportagem não teve acesso a declarações públicas de Pablo Marçal negando especificamente o uso do termo “coach” para se referir a si mesmo, nem retorno de sua assessoria sobre a nota da ICF Brasil.
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