Violência

Em Rondônia em 2014 foram assassinadas 504 pessoas, o que dá uma média de 1,38 morte por dia. Essa estatística foi apresentada no anuário da segurança pública em um fórum nacional nesta quinta-feira. Parace pouco, mas não é. O Estado de São Paulo, que abriga uma das maiores cidades do planeta, ocupa a última posição no ranking de mortes violentas. Alagoas é o estado com mais assassinatos.

E vai piorar

O Estado está quebrado. Não tem como contratar policiais militares, linha de frente no combate à violência. Rondônia é um dos poucos estados onde os oficiais não vão para as ruas ajudar no patrulhamento e grande parte do efetivo atual está em desvio de função, ocupando cargos administrativos dentro da própria corporação ou em outras secretarias. Mas essa “vista grossa” do Estado é proposital, já que faltam viaturas, armamento e treino para a polícia. Se todos os PMs entrassem de serviço, muitos ficariam nos quartéis sem ter como sair por falta de equipamento e veículos. O mesmo cenário se repete na polícia civil, responsável pelas investigações.

O modelo

Brasileiro de segurança pública é defasado. Tem que existir uma uinificação das polícias. A manutenção do atual modelo hierárquico da Polícia Militar só favorece os oficiais, que por sua vez convencem os praças de que “essa é a melhor forma” e incentivam uma animosidade com outras polícias. No congresso atualmente se discute inclusive que a polícia militar passe a fazer o que chamam de “ciclo completo” ou seja, além de ser ostensiva, passe a ser também investigativa. Isso não vai resolver. A Polícia Militar do Distrito Federal, usada como referência em termos de salários e equipamentos, mesmo atendendo um universo relativamente pequeno, não conseguiria “fechar o ciclo”.

Existem atualmente

Diversas teorias sobre o assunto, mas o mais óbvio que é adotar um modelo que funciona, á exemplo da polícia americana e até mesmo a polícia da Colômbia, militarizada, que faz o chamado “ciclo completo” (e nem precisei ir à Colômbia às custas do Estado para saber disso) realizando o policiamento ostensivo, pericial e judiciário. Trânsito, serviço de alfândega, realização de escoltas/seguranças de autoridades federais, combate ao narcotráfico, terrorismo e o policiamento aéreo também é de competência desta Instituição. A diferença é que ela é subordinada diretamente ao ministério nacional de defesa. Mas é um modelo que funciona.

Por aqui

A gente continua dando cabeçada com uma coisa bem básica, como o salário e munição para as nossas polícias, que só funcionam graças ao empenho de praças, agentes, delegados e escrivães. Estou com medo do fim do ano….

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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