Fronteira aberta: Alfandega de Guajará-Mirim continua desativada

Posto alfandegário de Guajará-Mirim (RO), município localizado na fronteira com a Bolívia, está desativado a mais de 1 ano desde a grande cheia do Rio Madeira.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Após a enchente histórica do Rio madeira a Alfandega localizada na fronteira do município de Guajará-Mirim foi totalmente destruída. Os equipamentos eletrônicos usados para facilitar a inspeção dos produtos não funcionam mais e o prédio esta todo danificado, o posto foi desativado em junho de 2014 e até hoje está sem funcionar.

Com o posto desativado, as pessoas que excedem a cota de U$S 300 tem que se apresentar livremente no posto da receita federal e pagar os tributos, mas são raros os casos que isso acontece e isso se da até pela falta de informação. As pessoas estão deixando de pagar os impostos sobre as mercadorias por falta de uma simples reforma no posto.

A Bolívia é um dos maiores produtores de cocaína do mundo, e é também um dos principais receptadores de veículos roubados no Brasil, além de vender todos os tipos de produtos importados, de perfumes a armas de grosso calibre. Atualmente, qaualquer cidadão pode entrar no Brasil sem qualquer impedimento, e com a mercadoria que desejar em mãos, pois não fica nenhum servidor da receita federal no único posto de controle de fronteira que ainda operava com regularidade.

Segundo o inspetor chefe da receita federal Glaidson Cardoso de Lima uma terceira licitação já está em andamento, “já foram feitas duas anteriormente, mas as empresas vencedoras não cumpriam os requisitos exigidos em edital”, explicou.

De acordo com o inspetor, a questão do posto não será resolvida de imediato, ainda deve levar mais alguns meses até a situação estar regularizada. Enquanto isso, contrabandistas, traficantes e sacoleiros estão passando livremente pela fronteira, sem sofrer qualquer tipo de fiscalização.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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