Funcionários da Mercedes mantêm protesto contra 2.000 demissões

A montadora atribui a medida à queda na demanda em razão da desaceleração econômica, o que obrigou a empresa a diminuir a produção

Trabalhadores da fábrica de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP) decidiram nesta quinta-feira (18) manter a mobilização contra cerca de 2.000 demissões planejadas pela montadora, em meio à queda de 32% nas vendas de veículos comerciais no país no acumulado de janeiro a julho.Os funcionários da fábrica fizeram passeata em torno da unidade e interromperam tráfego em duas pistas da rodovia Anchieta, onde está instalada a planta da Mercedes-Benz, pelo segundo dia consecutivo.

A empresa não divulga o tamanho do corte. Em junho, porém, um executivo da Daimler, dona da marca Mercedes-Benz, havia anunciado em reunião com investidores na Alemanha a intenção de encerrar 2.000 postos na unidade brasileira.

Uma reunião chamada pela montadora com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC terminou na noite desta quarta (17) sem acordo. A montadora informou aos representantes sindicais que não tem alternativas às demissões e não recebeu autorização da matriz alemã para iniciar negociações, afirmou a entidade.

A fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo tem aproximadamente 10 mil trabalhadores -dos quais 6,6 mil estão na produção. A unidade está parada desde o início da semana, depois que a companhia deu licença remunerada aos trabalhadores em meio ao plano de demissões, afirmou o sindicato.

A rescisão será efetivada no início do mês que vem. Como a Mercedes-Benz aderiu ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego), a lei garante estabilidade aos funcionários até 31 de agosto.

Uma das propostas dos trabalhadores é a renovação do PPE, diz Nobre. A montadora, por meio de sua assessoria, nega que existam negociações em andamento.

CRISE

Desde 2013, a Mercedes-Benz vem adotando medidas para reduzir seu quadro de funcionários na fábrica de São Bernardo do Campo, que produz caminhões e ônibus.

Até o final do passado, 3.200 vagas foram cortadas no Brasil, de acordo com o balanço de resultados mais recente da Daimler. De janeiro a junho deste ano, a despesa da empresa com demissões foi de 33 milhões de euros. A expectativa é que o gasto chegue a 100 milhões de euros até dezembro, segundo o documento.

Além de ter aderido ao PPE, diminuindo jornada e salários, a empresa realizou layoffs (suspensão temporária do contrato de trabalho) e programas de demissão voluntária (PDVs). O último PDV, que ocorreu entre 1º de junho e 25 de julho, teve a adesão de 630 funcionários.

A montadora atribui a medida à queda na demanda em razão da desaceleração econômica, o que obrigou a empresa a diminuir a produção.

Entre janeiro e julho deste ano, a Mercedes-Benz vendeu 8.783 caminhões e 4.098 ônibus, queda de 23,2% e 27,7% em comparação ao mesmo período do ano passado, respectivamente. Com informações da Folhapress.

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