Governo relicitará obra de um trecho da transposição do São Francisco

A solução encontrada foi abrir uma concorrência para outra empresa seguir com a construção que estava a cargo da Mendes Júnior, que desistiu da obra após problemas para se financiar

Trechos da obra da transposição do rio São Francisco sob responsabilidade da Construtora Mendes Júnior que estavam praticamente parados serão relicitados pelo governo.

De acordo com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a empresa informou que não tem mais condição de continuar as obras de seus dois contratos, estimadas em R$ 1,2 bilhão.

Os contratos firmados com o Ministério da Integração Nacional são para a construção das estruturas de engenharia da primeira etapa do Eixo Norte do empreendimento, que compreende a captação de água do rio São Francisco, em Cabrobó (PE); e outra próximo ao reservatório Jati, na cidade de Jati (CE), somando cerca de 140 quilômetros de extensão.

A solução encontrada em conjunto com o TCU (Tribunal de Contas da União) foi abrir uma concorrência para outra empresa seguir com a construção que estava a cargo da Mendes Júnior, que desistiu da obra após problemas para se financiar por causa das acusações de participação da empresa no esquema da Lava-Jato.

De acordo com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a solução é que outra empresa faça os cerca de 70 quilômetros restantes da obra com o projeto já existente. Isso deverá agilizar a concorrência e deve manter o cronograma de entrega da transposição do Eixo Norte seja entregue no próximo ano.

O ministro acredita que o outro trecho, o Leste, que cruza Pernambuco chegando até a Paraíba, será entregue ainda este ano.

Os lotes parados da Mendes Júnior não são o único problema da transposição. Desde julho, o governo passou a liberar cerca de R$ 100 milhões adicionais por mês para as construtoras responsáveis pelas obras da transposição do Rio São Francisco e seus canais complementares nos Estados do Nordeste, feitos em conjunto com os governos estaduais.

Por causa de atrasos nas obras dos canais auxiliares, foram triplicados os repasses mensais para obras feitas em convênio com Estados. Os valores passaram de R$ 6 milhões a R$ 10 milhões por mês por Estado para R$ 15 milhões a R$ 30 milhões.

Mas há grandes chances do canal estar construído e não haver água nas quantidades estimadas quando o projeto foi concebido. O maior reservatório de água do Rio, o de Sobradinho, deve chegar ao volume morto até o fim do ano. No fim do ano passado, ele chegou muito próximo disso.

O governo está anunciando um programa de R$ 10 bilhões para revitalizar o rio. Com informações da Folhapress.

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