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Greve dos Auditores-Fiscais: um impasse que desafia o Brasil

Após seis meses de paralisação, categoria mantém pressão por reajuste salarial e valorização, enquanto governo recorre à judicialização para conter mobilização

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A greve dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, iniciada em 24 de novembro de 2024, completou mais de 200 dias e se consolidou como a mais longa da história da categoria. Com impactos significativos na arrecadação tributária, no comércio exterior e na economia brasileira, o movimento expõe a tensão entre as reivindicações legítimas dos servidores e a resistência do governo federal em atender às demandas.

A abertura de uma mesa de negociação com o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), a judicialização da greve pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a força da mobilização da categoria, liderada pelo Sindifisco Nacional, formam o cenário atual, marcado por desafios e estratégias de negociação.

A rejeição da proposta do Governo

Em 14 de maio de 2025, após meses de pressão, o MGI abriu uma mesa de diálogo com os Auditores-Fiscais. No dia 22 do mesmo mês, o ministério apresentou uma proposta de reajuste salarial, que foi submetida à Assembleia Nacional do Sindifisco Nacional. Com a participação de 7.200 Auditores-Fiscais ativos e aposentados, a proposta foi rejeitada por mais de 95% dos votantes, que consideraram o índice insuficiente e discriminatório, beneficiando apenas os servidores em final de carreira. Segundo o presidente do Sindifisco, Dão Real, a oferta não contemplava toda a categoria e era inferior aos reajustes concedidos a outras carreiras do serviço público, como os procuradores da Fazenda Nacional, que receberam 19% escalonados para 2025 e 2026.

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