Greve histórica na Receita Federal: Delegados intensificam paralisação contra mudanças no bônus e congelamento salarial
Pela segunda vez, chefias aderem ao movimento grevista, afetando delegacias e aduanas em todo o Brasil

Pela segunda vez na história da Receita Federal, delegados e delegados adjuntos de todas as Regiões Fiscais do país aderiram à greve dos Auditores-Fiscais, iniciada em 26 de novembro de 2024.
A mobilização, que já dura 163 dias, ganhou força com a participação expressiva das chefias, que registram a paralisação diretamente na folha de ponto, um marco raro no órgão. A decisão reflete a insatisfação com a falta de reajuste no vencimento básico, congelado desde 2016, e alterações unilaterais no bônus de eficiência, implementadas sem diálogo com a categoria.
A greve, que já supera o dobro da duração do movimento de 81 dias ocorrido em 2023, foi intensificada após a publicação, na quarta-feira (30), de duas resoluções do Comitê Gestor do Bônus de Eficiência. As medidas, consideradas pelo Sindifisco Nacional como "ilegais, arbitrárias e inconstitucionais", desconfiguraram o acordo assinado em fevereiro de 2024, que havia encerrado a paralisação anterior.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.