Hildon Chaves quer tornar Rondônia polo turístico na Amazônia
Ex-prefeito de Porto Velho projeta estado como destino amazônico, citando prêmios nacionais e obras de infraestrutura como base para a expansão estadual
📋 Em resumo ▾
- O candidato ao governo Hildon Chaves promete transformar Rondônia em um dos principais destinos turísticos da Amazônia.
- A proposta se baseia em sua gestão municipal, marcada pela Lei Municipal do Turismo e pelo Prêmio Nacional do Turismo em 2023.
- O plano inclui ecoturismo, pesca esportiva e turismo de base comunitária, com foco na valorização de povos tradicionais.
- Obras como a revitalização da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e a nova rodoviária são citadas como vitrines do modelo.
- Por que isso importa: A aposta no turismo exige articulação complexa entre conservação ambiental, infraestrutura e inclusão social, testando a capacidade de escala do gestor
O candidato ao governo de Rondônia, Hildon Chaves (Federação União Progressistas), promete projetar o estado como um dos principais destinos turísticos da região amazônica. A proposta, apresentada em material de campanha, utiliza como base o histórico de sua gestão à frente da prefeitura de Porto Velho, onde implementou políticas públicas específicas para o setor.
Do municipal ao estadual: a estratégia de escala
A narrativa de Chaves para o executivo estadual apoia-se diretamente em suas realizações na capital. Durante seu mandato como prefeito, ele sancionou a Lei Municipal do Turismo, que estruturou circuitos, rotas e o conceito de destinos inteligentes na cidade.
Essa estratégia rendeu ao município o Prêmio Nacional do Turismo em 2023, com a iniciativa "O Melhor de PVH", que catalogou mais de 70 pontos turísticos distribuídos em 17 circuitos e quatro rotas.
"Rondônia reúne condições favoráveis para ampliar sua participação no turismo nacional e internacional, no ecoturismo, turismo de aventura, de pesca esportiva, turismo rural, turismo de negócios, de base comunitária e no turismo cultural", afirmou o candidato.
Sustentabilidade e povos tradicionais como diferencial
Para o candidato, o desenvolvimento do setor no estado deve conciliar crescimento econômico, conservação ambiental e valorização das populações tradicionais. O plano prevê a integração de povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas na cadeia produtiva do turismo.
"Os povos originários representam um diferencial muito importante para o nosso turismo, desde que respeitados seus modos de vida, sua autonomia e seu patrimônio cultural", destacou Hildon Chaves.
A proposta busca transformar a biodiversidade e os recursos hídricos em ativos econômicos, sem comprometer a preservação. No entanto, a transição de uma política municipal para uma estadual exige uma governança muito mais complexa, envolvendo múltiplos municípios e órgãos ambientais.
O legado de obras como vitrine do projeto
O material de campanha enumera uma série de obras em Porto Velho como prova de conceito. Entre elas, estão a revitalização do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, com 114 mil metros quadrados recuperados, e a construção de uma nova rodoviária com 13 plataformas.
Ações de infraestrutura urbana e ambiental também são destacadas, como o programa PROLED, que modernizou a iluminação pública com mais de 40 mil pontos, e a criação do "Parcão", espaço dedicado a animais de estimação. Iniciativas de arborização, como o "Megaplantio" com oito mil voluntários, complementam o portfólio apresentado.
Transformar Rondônia em um polo turístico de relevância nacional exige mais do que a replicação de modelos municipais. O estado possui uma geografia vasta e desafios logísticos que demandam investimentos pesados em conectividade, segurança e saneamento básico, além de uma regulação ambiental rigorosa.
Ao colocar o turismo no centro de sua plataforma, Hildon Chaves assume o compromisso de gerir não apenas a promoção, mas a proteção dos ativos naturais e culturais do estado. Resta saber se a máquina pública estadual terá a capilaridade necessária para levar os benefícios dessa cadeia produtiva para além dos grandes centros, garantindo que a "maior riqueza", como citou o candidato, seja de fato a população local.
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