Hildon Chaves tem o dobro de Fúria e se firma em 2º, diz agregador
Modelo que combina pesquisas registradas no TSE dá 30,5% a Marcos Rogério e 25,6% a Hildon Chaves, a 4,9 pontos de distância; terceiro colocado tem menos da metade
📋 Em resumo ▾
- O agregador de pesquisas da Inteligov, divulgado em parceria com a Exame, coloca Hildon Chaves (União) em segundo lugar na disputa pelo governo de Rondônia, com 25,6%.
- Marcos Rogério (PL) lidera com 30,5%, e a diferença entre os dois é de 4,9 pontos percentuais. Adailton Fúria (PSD) aparece em terceiro, com 12,34%.
- O agregador não é uma pesquisa: é um modelo estatístico que combina levantamentos registrados no TSE, com pesos por metodologia e data.
- Por que isso importa: a uma semana da eleição, o modelo indica que Hildon tem condições de chegar ao segundo turno contra Rogério.
🔴 CORREÇÃO (29/09/2026): Esta matéria foi publicada originalmente em 28/09/2026 sob o título "Hildon Chaves tem o dobro de Fúria e se firma em 2º, diz agregador", com base no texto da matéria da Exame, que atribuía a Hildon Chaves (União) o 2º lugar com 25,60% e a Adailton Fúria (PSD) o 3º lugar com 12,34%.
O painel interativo do próprio agregador Inteligov/Exame, no entanto, mostra essas posições invertidas: Adailton Fúria em 2º, com 25,60%, e Hildon Chaves em 3º, com 12,34%. Também há diferença no percentual do líder: 30,90% no painel, ante 30,50% informados no texto original da Exame.
O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia apontou essa divergência em decisão no processo nº 0601285-50.2026.6.22.0000. O Painel Político confirmou os dados do painel interativo por consulta direta à ferramenta no site da Exame e corrige esta matéria de acordo com eles. Até a publicação desta correção, o texto da matéria original da Exame não havia sido atualizado.
Nota do Painel Político aos leitores
A versão original desta reportagem, publicada em 28 de setembro, seguiu o texto redacional divulgado pela revista Exame no domingo (27), que permaneceu no ar, sem alteração, até esta terça-feira (29). Os números então publicados — Hildon Chaves em 2º com 25,60% e Adailton Fúria em 3º com 12,34% — foram checados junto à própria matéria da Exame, fonte oficial do agregador Inteligov/Exame e parceira reconhecida em cobertura eleitoral. Não houve, portanto, falha de apuração da parte do Painel: o dado usado era o texto oficialmente publicado pela fonte primária do agregador, disponível ao público nesse formato por três dias seguidos.
O painel interativo do mesmo agregador, no entanto, sempre trouxe uma classificação diferente da que constava no texto — divergência que só veio à tona publicamente com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, no processo nº 0601285-50.2026.6.22.0000. Diante disso, o Painel Político checou diretamente a ferramenta interativa da Exame, confirmou a divergência e atualiza esta matéria para refletir os números do painel, com correção datada e visível, como manda nosso compromisso editorial com os leitores: quando um dado publicado se mostra equivocado, o Painel corrige — sempre de forma explícita, nunca de forma silenciosa.
Portanto, a matéria abaixo
O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União) aparece em segundo lugar na disputa pelo governo de Rondônia, com 25,6% das intenções de voto, segundo a atualização mais recente do agregador de pesquisas da Inteligov, divulgada em parceria com a revista Exame neste fim de semana. O senador Marcos Rogério (PL) lidera com 30,5%, e a distância entre os dois é de 4,9 pontos percentuais. Adailton Fúria (PSD) aparece em terceiro, com 12,34%, menos da metade do percentual de Hildon.
O retrato da disputa no agregador
Segundo a Exame, Marcos Rogério ficou estável em relação à rodada anterior, de 17 de setembro. Ele havia se mantido na faixa dos 35% entre julho e o início de setembro e caiu desde então. Hildon também manteve o mesmo percentual da atualização anterior.
Na parte de baixo da tabela, Expedito Netto (PT) aparece com cerca de 5%, e Samuel Costa (PSB) e Pedro Abib (MDB) registram percentuais menores.
O modelo também calcula a tendência de cada candidato, ou seja, quanto cada um ganhou ou perdeu, em média, a cada quinzena. O indicador mostra Marcos Rogério com a maior queda entre todos, de 1,16 ponto. Hildon teve recuo de 0,25 ponto, e Fúria, de 0,21. Expedito Netto caiu 0,88 ponto. Samuel Costa e Pedro Abib tiveram as únicas variações positivas, de 0,06 e 0,01 ponto.

Como funciona um agregador
Um agregador não faz entrevistas. Ele reúne as pesquisas já divulgadas e calcula um resultado combinado. A lógica é a mesma de uma previsão do tempo feita com vários modelos: uma pesquisa isolada pode errar por causa da amostra, do método ou do dia em que foi feita; a combinação de várias tende a reduzir esses erros.
O agregador da Inteligov só considera pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E não faz uma média simples: usa uma média móvel ponderada, que dá pesos diferentes a cada levantamento. Os critérios são dois:
- Método de coleta. Pesquisas presenciais, feitas nas casas dos eleitores, recebem peso integral. Levantamentos por telefone com gravação automática (URA) e pela internet têm peso reduzido entre 30% e 45%, porque tendem a alcançar uma parte menor e menos representativa do eleitorado.
- Data. Pesquisas mais recentes pesam mais. As antigas perdem influência aos poucos, e o resultado acompanha a evolução da campanha.
O resultado "não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas", segundo a Exame.
Análise do Painel: Hildon no páreo pelo segundo turno
Na avaliação do Painel Político, o agregador indica que a vaga no segundo turno está em aberto, e que Hildon tem condições reais de disputá-la. Três fatores sustentam essa leitura.
O primeiro é a distância. Pelo modelo, Hildon está a menos de cinco pontos de Rogério e tem mais que o dobro do percentual do terceiro colocado.
O segundo é o peso das pesquisas presenciais. Como o modelo privilegia esse tipo de levantamento, o resultado tende a refletir melhor o eleitor que não responde a pesquisas por telefone ou internet, parcela relevante no interior e nas periferias.
O terceiro é o histórico eleitoral. Hildon administrou Porto Velho, o maior colégio eleitoral do estado, por dois mandatos consecutivos.
Pesquisas isoladas divulgadas nas últimas semanas mostram cenários diferentes para a segunda posição. É justamente esse tipo de oscilação que o agregador se propõe a equilibrar.
O que está em jogo no dia 4
O primeiro turno será no domingo, 4 de outubro. Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputam o segundo turno.
Com Rogério em queda desde o início de setembro e a segunda posição disputada, a última semana de campanha deve concentrar a batalha pelo voto dos indecisos. É ali que se decide quem vai enfrentar o senador na próxima fase.
Metodologia: O agregador apresenta uma consolidação de dados que agrega todas as pesquisas eleitorais disponíveis até o meio-dia de 21 de setembro de 2026. Esta iteração fundamenta-se em 82 novas pesquisas cadastradas no sistema PesqEle (TSE), somando-se às 470 da iteração anterior. O relatório utiliza institutos frequentes no cenário nacional e estadual, como Real Time Big Data, AtlasIntel, Datafolha, Paraná Pesquisas e Quaest. A análise utiliza uma Média Móvel Ponderada, que atribui pesos distintos aos resultados conforme a qualidade dos modos de abordagem. Pesquisas presenciais domiciliares têm peso total, enquanto métodos como IVR/Telefone e Online sofrem reduções de 30% a 45% na sua influência estatística. Além disso, a atualidade das pesquisas é crucial: o cálculo reduz em 25% o peso dos resultados a cada quinzena de caducidade. A tendência (entre parênteses a seguir) indica a variação média percentual de votos que um candidato ganhou ou perdeu a cada quinzena, também ponderando pela caducidade dos resultados anteriores — mas jamais abrindo mão deles. Um valor positivo sugere crescimento, enquanto um negativo indica retração, servindo como coeficiente para predições futuras baseadas no histórico acumulado. As análises aqui apresentadas têm caráter exclusivamente indicativo e não devem ser interpretadas como previsões determinísticas de resultado eleitoral, tampouco como projeções definitivas sobre a ocorrência de cenários específicos, como composição de segundo turno ou desempenho final de candidaturas. Responsável técnico: Leandro Terra Adriano, analista de risco político e doutor em Ciência Política pela Universidade de Minas Gerais (UFMG).
Versão em áudio disponível no topo do post.