Homem que matou namorada torturada em SP é preso por tráfico no Paraná

Vítima tinha 23 anos e foi torturada até a morte

Uma operação que resultou na prisão de um suspeito de tráfico internacional de cocaína no Paraná também prendeu um homem de 36 anos suspeito de ter torturado até a morte a namorada, Bruna Vendreras, de 23 anos, em um rancho de Miguelópolis (SP) em junho do ano passado.

Alvo de um mandado de prisão expedido há sete meses, ele estava no banco do passageiro de uma caminhonete parada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Guaíra (PR), na divisa com o Mato Grosso do Sul, e apresentou documentação falsa, de acordo com informações PRF do Paraná.

Ele foi encaminhado com o outro preso para a carceragem da Polícia Federal no Paraná.

Prisão por tráfico

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o suspeito estava com um preso que era o responsável por transportar, por via marítima, toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa. O nome dele não foi divulgado pelos policiais.

O suspeito transitava em uma caminhonete pela 163 e foi preso em frente a uma unidade operacional da PRF. Ele tinha um mandado de prisão por tráfico de drogas.

Ainda conforme os policiais, o homem foi um dos presos da Operação Oversea, deflagrada em março de 2014 pela Polícia Federal (PF), em Santos, no litoral de São Paulo.

À época, a ação apreendeu 3,7 toneladas de cocaína no Porto de Santos que estavam prontas para serem levadas para a Europa.

Torturada com uma espada

A promotora de vendas Bruna Vendreras, Segundo a Polícia Civil, foi morta com uma espada usada pelo suspeito foi apreendida. O motivo do crime não foi esclarecido.

O delegado Paulo de Castro Cervantes afirmou que o casal se conheceu há sete meses em Ribeirão Preto (SP), onde ambos moravam. Os dois passavam a semana no rancho do suspeito, quando, na madrugada de quarta-feira (8), começaram a se desentender.

Em depoimento, o caseiro da propriedade e a mulher dele disseram ter ouvido os gritos de Bruna Vendreras por volta de 3h, mas não deram importância. Cervantes afirmou que a jovem foi agredida até a morte pelo namorado, usando uma espada.

“Parece que o relacionamento deles não estava indo muito bem. Eu não sei se foi ciúmes, se ele desconfiou de traição. Mas, ele a torturou demais. Foi uma morte muito estúpida. Ele a agrediu por três horas pelo menos”, contou.

Ainda segundo o delegado, por volta de 6h o suspeito pediu ao caseiro para levar Bruna ao Pronto Socorro, alegando que a namorada passava mal e estava desacordada. Na unidade de saúde, a equipe médica constatou que a jovem já estava morta.

“Enquanto isso, um amigo dele chegou ao rancho. Os dois foram de carro para a cidade e depois fugiram. Antes, ele limpou o local. Tinha vômito, ele limpou. Tinha sangue, ele limpou. Só que, mesmo assim, a perícia constatou tudo isso”, afirmou.

O corpo da jovem apresentava hematomas e cortes, e foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ituverava (SP). O enterro ocorreu na manhã de quinta-feira (9) em Ribeirão Preto. Cervantes disse aguardar o laudo necroscópico, que apontará a causa da morte.

 

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