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IBGE aponta aumento de 56% nas tarifas de apps de transporte e pressão cresce por mudanças no setor

Dados do IBGE, levantamentos do GigU e estudos internacionais mostram discrepância entre tarifas cobradas dos passageiros e renda dos motoristas, impulsionando debate regulatório no Congresso Nacional

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Photo by Priscilla Du Preez 🇨🇦 on Unsplash

A alta de 56,08% no custo das corridas por aplicativo em 2025, registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reacendeu o debate sobre o equilíbrio econômico no setor de mobilidade urbana digital. Enquanto os usuários enfrentam tarifas mais elevadas, motoristas relatam que a remuneração nem sempre acompanha o mesmo ritmo de crescimento, levantando questionamentos sobre a transparência dos algoritmos de precificação e a distribuição das receitas entre plataformas e condutores.

De acordo com levantamento divulgado pela GigU, plataforma especializada em dados sobre trabalho por aplicativos, a renda líquida dos motoristas varia significativamente conforme a cidade e a carga horária semanal. Em São Paulo, profissionais que trabalham cerca de 60 horas por semana registram lucro médio de R$ 4.252,24 após a dedução de custos como combustível e IPVA. No Rio de Janeiro, a média informada é de R$ 3.304,93 para uma jornada de 54 horas semanais, enquanto em Belo Horizonte o valor gira em torno de R$ 3.554,58 na mesma carga horária.

É uma jornada de trabalho exigente, mas a autonomia e a rentabilidade, que superam algumas ocupações tradicionais, acabam sendo grandes atrativos”, afirmou Luiz Gustavo Neves, cofundador e CEO da GigU, em declaração pública sobre os dados apresentados.

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