Intercept revela que ataques de Musk visam fragilizar BYD no Brasil que está negociando a Sigma Lithium, maior mineradora de Lithium do Mundo
A Sigma, fundada em 2011, viu suas ações explodirem após descobrir reservas de lítio por aqui, e a demanda mundial pelo metal aumentar

Os ataques do bilionário sul-africano Elon Musk ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes tem um objetivo: desestabilizar o país para enfraquecer a chinesa BYD que instalou-se na Bahia no ano passado e é uma das maiores montadoras de carros elétricos do mundo. Musk estaria interessado em comprar a mineradora Sigma Lithium, que detém minas do minério no país. A revelação foi feita pelo site Intercept Brasil que mapeou os interesses do empresário.
De acordo com a reportagem assinada pelos jornalistas Tatiana Dias e Paulo Motoryn, a Sigma, fundada em 2011, viu suas ações explodirem após descobrir reservas de lítio por aqui, e a demanda mundial pelo metal aumentar. Em 2023, a empresa confirmou que estava negociando com potenciais compradores.
As negociações com Musk, no entanto, não avançaram, e o tema ficou urgente para o bilionário: neste ano, entrou uma concorrente chinesa no jogo.
Ainda segundo a reportagem, com desafios regulatórios em diversos países, o bilionário geralmente coloca em segundo plano seu ativismo de extrema direita para facilitar a entrada das empresas de seu conglomerado em outras nações.
O Intercept prossegue, “A investida foi coordenada: primeiro, no dia 4, os Twitter Files, que mostram os advogados da empresa reclamando das ordens de Alexandre de Morais, que pediu o bloqueio de contas envolvidas em manifestações golpistas. Depois, um tuíte provocativo do próprio Musk, como apito de cachorro, para mobilizar bolsonaristas contra a ‘censura’. O circo foi armado: Bolsonaro pai e Eduardo fizeram uma live, Nikolas Ferreira, Paulo Figueiredo e Allan dos Santos, que estava banido, fizeram outra. A extrema direita se mobilizou, Musk usou sua rede para peitar uma ordem judicial do Supremo Brasileiro – o que é ilegal, segundo o Marco Civil da Internet – e pedir o impeachment de Alexandre de Moraes. O nosso ministro, por fim, acabou incluindo o bilionário em seu extenso inquérito de milícias digitais.
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