Investidores embolsam ganhos e Bolsa cai 0,77%

Apesar da aprovação da PEC dos gastos, Ibovespa recua e dólar sobe a R$ 3,217

Após quatro pregões consecutivos de alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta terça-feira. Com a esperada aprovação da PEC dos gastos públicos, os investidores aproveitam para embolsar parte dos ganhos dos últimos pregões. O Ibovespa registrava, às 12h38, recuo de 0,77%, aos 61.192 pontos. Já o dólar comercial sobe 0,43% ante o real, a R$ 3,217.

Ari Santos, gerente de renda variável da corrretora H.Commcor, lembra que é natural esses pregões de ajuste porque o Ibovespa está em um patamar elevado.

Na segunda-feira à noite, a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os gastos públicos foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. A votação em segundo turno deve ocorrer até o final do mês e, no Senado, em novembro.

Nesse movimento de ajuste, todas as ações mais negociadas operam em queda. Os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras caem 2,28%, cotados a R$ 15,37, e os ordinários (ONs, com direito a voto) têm variação negativa de 2,57%, a R$ 17.04. No exterior, o preço do barril do petróleo recuava 0,40%, a US$ 52,93, contribuindo para a desvalorização das ações da estatal.

No caso da Vale, as preferenciais caem 1,05% e as ordinárias recuam 2,09%, apesar da alta do minério de ferro. O setor bancário, de maior peso na composição do Ibovespa, opera com perdas. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco caem, respectivamente, 0,31% e 0,35%.

Já as ações do grupo Pão de Açúcar recuam 2,50%. A companhia divulgou a prévia dos resultados do terceiro trimestre, que ficou abaixo do esperado por analistas.

BOLSAS NO EXTERIOR

No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanha o movimento externo da divisa. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg, avança 0,54% nesta terça-feira.

Nos Estados Unidos, os principais índices operam em queda. O Dow Jones cai 0,67% e o S&P 500 têm variação negativa de 0,59%.

Na Europa, a Bolsa de Londres chegou a alcançar a sua máxima histórica devido ao desempenho das ações de empresas exportadoras, que têm chance de ganhar mercado com a desvalorização da libra desde a saída do Reino Unido da União Europeia. No entanto, há pouco, o FTSE 100 voltava ao terreno negativo, com leve queda de 0,15%. O Dax, de Frankfurt, ganha 0,16%. O CAC 40, de Paris, está praticamente estável, com pequena variação positiva de 0,03%.

Na Ásia, os mercados chineses avançaram para a máxima de um mês nesta terça-feira, conforme plano de Pequim para reduzir a dívida corporativa desencadeou apostas de fusões e reestruturação entre as empresas estatais listadas na bolsa. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,4%. O índice de Xangai subiu 0,59%.

Já o índice Nikkei, do Japão, teve alta de 0,98%, nível mais alto em mais de um mês, graças a um iene mais fraco. Hong Kong caiu 1,27%.

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