Itamaraty alerta: quem se alista em forças estrangeiras corre risco de vida e pode responder por crimes também no Brasil
Com 15 mortes e 26 desaparecidos confirmados desde 2022, o Ministério das Relações Exteriores urge brasileiros a rejeitarem convites militares no exterior – descubra os riscos legais

Em um mundo marcado por conflitos armados prolongados, como a guerra entre Rússia e Ucrânia que se arrasta desde fevereiro de 2022, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, emitiu um alerta urgente para cidadãos brasileiros. O comunicado, divulgado recentemente pela Embaixada do Brasil em Moscou e reforçado em canais oficiais, destaca os perigos extremos do alistamento voluntário em forças armadas estrangeiras. De acordo com dados oficiais do Itamaraty, pelo menos 15 brasileiros perderam a vida e 26 estão desaparecidos nesse conflito específico, números que refletem um aumento preocupante nos casos de voluntários atraídos por promessas de altos salários ou supostas vagas de emprego em segurança privada, apenas para se verem presos em contratos militares rígidos.
O alerta não é isolado: desde junho de 2025, o Itamaraty tem monitorado um crescimento no número de brasileiros que morrem em combates ou enfrentam barreiras intransponíveis para abandonar suas posições nos exércitos combatentes. Relatos de veículos como G1, CNN Brasil e O Globo indicam que muitos viajam ao exterior sob pretextos civis, como operação de drones ou logística, mas acabam alistados compulsoriamente após assinar documentos que os vinculam integralmente às regras militares locais. Em julho de 2025, por exemplo, o Itamaraty registrou nove mortes e 17 desaparecimentos apenas nesse mês, elevando o total acumulado para além de 40 incidentes graves desde o início da invasão russa.
Os riscos vão além da violência imediata no front. A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países, enfatiza o comunicado oficial do Itamaraty. Não há obrigatoriedade por parte do governo brasileiro de custear passaportes, passagens aéreas ou qualquer repatriação, deixando famílias em um limbo de angústia e burocracia. Casos como o de Murilo Lopes Santos, um paranaense de 26 anos morto em julho de 2025 enquanto lutava ao lado das forças ucranianas, ilustram a tragédia: sua mãe, Rosângela Pavin, compartilhou publicamente o luto, destacando como o jovem foi atraído por promessas de aventura e remuneração. Outro exemplo doloroso é o de Thalita do Valle, de 39 anos, natural de Ribeirão Preto (SP), que morreu asfixiada em um incêndio em bunker apenas três semanas após se juntar à Legião Estrangeira Ucraniana, em julho de 2022.
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