Justiça nega pedido de habeas corpus para ‘Doutor Bumbum’ e sua mãe

De acordo com a decisão, os dois não se apresentaram a polícia após a decretação da prisão temporária e ainda quebraram a cancela do shopping no momento da fuga

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) negou, em Plantão Judiciário nesta terça-feira, o pedido de habeas corpus para o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Doutor Bumbum, e de sua mãe, Maria de Fátima Barros. Os dois estão foragidos e tiveram a prisão temporária por 30 dias decretada pelo crime de homicídio qualificado pela morte de Lilian Kezia Calixto de Lima Jamberci, que se sentiu mal após passar por um procedimento médico irregular feito por Denis.

De acordo com a decisão, os dois não se apresentaram a polícia após a decretação da prisão temporária. O médico, inclusive, chegou a quebrar com o carro a cancela do estacionamento de um shopping na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, ao avistar uma viatura policial. Ele fugiu do local acompanhado de sua mãe.

Denis realizava bioplastia nos glúteos (injeção de produto para aumentar o volume) de forma irregular, dentro de seu apartamento na Barra da Tijuca, e não tinha autorização para atuar no Rio de Janeiro.

Lilian, de 46 anos, era gerente de banco em Cuiabá, em Mato Grosso, e viajou para o Rio para realizar a intervenção estética, no último sábado. Segundo a polícia, a família teria dito que ela não sabia que o procedimento seria realizado dentro da casa. Após a injeção, Lilian começou a se sentir mal e foi levada para o Hospital Barra D’Or pelo próprio médico, acompanhada de sua mãe, da namorada e da secretária.

Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que Lilian chegou no hospital, em uma cadeira de rodas, acompanhada do grupo. Ela deu entrada às 23h de sábado e morreu à 1h de domingo.

Denis já tem passagem pela polícia, uma delas por homicídio, em 1997, seu primeiro registro. Seis anos depois, em 2003, ele foi preso por porte ilegal de armas. No mesmo ano, ele foi detido por crime contra a ordem pública. Em 2006, novamente, ele teve outra anotação por resistência à prisão. Em 2007, Denis novamente foi preso por resistência, violação de domicílio e exercício arbitrário de próprias razões (ele invadiu uma casa e agrediu o morador por conta de uma dívida).

A mãe de Denis, Maria de Fátima Barros Furtado, também é médica e teve o seu registro no Conselho Regional de Medicina (Cremerj) cassado em 2015.

Além dos dois, Renata Fernandes Cirne, de 19 anos, está presa na cadeia de Benfica por participar dos procedimentos irregulares. Ela teve a prisão temporária por 30 dias decretada pelo crime de homicídio doloso. Segundo a Polícia, Renata se passava por técnica de enfermagem, profissão na qual ela não tinha registro de formação.

Rosilane da Silva, secretária de Denis, teve a prisão negada pela Justiça. A Polícia afirma que ela também se passava por técnica de enfermagem e ainda cedeu o nome para a “clínica fictícia” no shopping da Barra.

Fonte: ig

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