O deputado Léo Moraes (PTB), durante discurso da tribuna da Assembleia Legislativa na sessão plenária de terça-feira (6), foi taxativo ao afirmar que, como responsável maior pela greve do transporte coletivo de Porto Velho, cabe ao prefeito Mauro Nazif (PSB) processo de cassação por omissão, e principalmente, por incúria administrativa.

Segundo o parlamentar, a administração municipal deixou à míngua cerca de 110 mil pessoas que utilizam diariamente o transporte coletivo e, em virtude da greve geral, estão impedidas de se locomoverem.

Acrescentou que quem precisa chegar ao trabalho é obrigado a pagar altos valores para mototáxi ou outro transporte alternativo. “É a comprovação de uma administração pífia e descabida que a capital de Rondônia está tendo o desprazer de conviver”, assegurou.

Léo Moraes foi além e confessou ter ficado decepcionado ao assistir, via televisão, entrevista concedida pelo titular da Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran), Carlos Guttemberg, pela qual o responsável pela mobilidade do trânsito em Porto Velho não hesitou em falar que a paralisação do transporte coletivo é uma questão entre patrão e empregado.

Para ele o secretário está completamente equivocado. “O transporte coletivo é uma concessão pública. O maior responsável é a administração municipal, a prefeitura da capital do Estado. Todos estão se perguntando: quando o prefeito (Mauro) Nazif vai resolver essa questão. Hoje, para uma pessoa se deslocar do bairro Aeroclube ao centro da cidade precisa desembolsar R$ 30. É, no mínimo, querer brincar com o trabalhador. O prefeito precisa justificar os votos e respeitar a população que acreditou em suas promessas”, disse.

Em aparte, o deputado Adelino Follador (DEM) disse que o secretário Carlos Guttemberg colocou o prefeito Mauro Nazif nessa delicada situação ao orientá-lo na contratação de uma empresa falida para atuar na concessão pública do transporte coletivo de Porto Velho.

Por conta disso, Léo Moraes indagou sobre a possibilidade de a empresa que deveria realizar o transporte coletivo da capital de Rondônia em pagar a multar de R$ 8 milhões. “Como será feito isso se a empresa é falida”, questionou.

Por prepotência e ganância, segundo Léo Moraes, é que situação do transporte coletivo chegou ao colapso. O deputado falou que não vai demorar muito para vir à tona as mazelas realizadas para a contratação de uma única empresa.

Pior do que as justificativas apresentadas pela prefeitura de Porto Velho, no entendimento de Leo, é a população ficar sem transporte coletivo.

“O que estamos vendo é uma trama de alta periculosidade, colocada em prática, que não deu certo, já que quem manda na prefeitura é o irmão Gilson Nazif. O prefeito Mauro, ao que parece, aparece apenas para dar explicações descabidas. Ninguém está satisfeito com a mobilidade urbana de Porto Velho”, acrescentou o parlamentar petebista.

O deputado Aélcio da TV (PP) também aparteou Léo Moraes e falou queMauro Nazif conseguiu superar o adágio popular de que “nada é tão ruim que não pode piorar”. Piorou. E piorou bastante. Segundo Aélcio, Mauro não concedeu reajuste na passagem de ônibus com a intenção de quebrar empresas.

Fixou o preço em R$ 2,60 que nenhuma empresa pode arcar. “Não tem nada pior que o transporte coletivo de Porto Velho. Os ônibus são velhos e sem condições de funcionar”.

A empresa que ganhou a concessão, agora, é falida. O prefeito falou que iria quebrar o contrato com a empresa responsável pela coleta do lixo, mas não o fez e não fala mais nada sobre o assunto. Porto Velho passa por essa situação precária por conta do prefeito Mauro Nazif. Isso é uma realidade, asseverou o deputado.

Por fim, o deputado Laerte Gomes (PEN), que também já foi prefeito de Alvorada do Oeste, concordou com o posicionamento de Léo Moraes. Ele o parabenizou por ter assumido a direção municipal do PTB em Porto Velho.

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