O deputado Léo Moraes (PTB) fez um relato durante sessão plenária da Assembleia Legislativa, de sua participação como parlamentar e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa de Leis na recente rebelião que aconteceu no presídio Urso Branco, em Porto Velho. Destacou ter tido acesso ao interior da unidade prisional e participado como observador de todas as negociações realizadas naquela instituição.

Conforme relatou o deputado Léo Moraes, o motim seguido de rebelião aconteceu em razão de medidas rígidas adotadas, no sentido de coibir a entrada de aparelhos celulares e outros artefatos, além de drogas. Ponderou ele que a insatisfação foi decorrente do cumprimento do regulamento do presídio que passou a impedir algumas irregularidades.

O deputado Léo Moraes afirmou que lamentavelmente, apesar da gravidade da crise, a ausência dos gestores da Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) foi gritante. No último dia de crise, após a exoneração do diretor da unidade, pela manhã nenhuma autoridade prisional se fazia presente. Ele repudiou a decisão de se exonerar o diretor do presídio e com isso enfraquecer o Estado e fortalecer diretamente as facções instaladas naquele local.

De acordo com o deputado Léo Moraes, a rebelião acontecia, pessoas eram mantidas como reféns, mas em nenhum momento, compareceu ao local o secretário de Estado de Justiça. No seu entendimento, o pior não aconteceu em razão do profissionalismo dos policiais militares que integravam o gabinete de gestão de conflito.

Para o deputado, o secretário de Justiça “é um irresponsável, age com desfaçatez, e além de tudo é um mentiroso, quando através de imprensa, diz ter sido contrário à exoneração do diretor do Presídio Urso Branco”.

Complementou em seguida, que “lamentavelmente o governador Confúcio Moura não tem conhecimento de fato do que vem ocorrendo em órgãos estratégicos”.

Continuando, informou o parlamentar que em decorrência da inércia da Sejus, hoje praticamente comandada por oficiais da PM, todo o presídio está interligado, sem celas, e os presos amontoados. “Manifesto meu repúdio ao gerente regional, ao gerente geral e aos titulares da Sejus. Contra fatos não existem argumentos, por isto defendo a demissão sumária do coronel que ocupa o cargo de secretário de Justiça. O coronel é um fiasco, uma vergonha, um refugo e deve pedir pra sair”, destacou Leo Moraes.

Ao final de seu pronunciamento, o deputado disse que surgiu uma nova rebelião na unidade prisional (socioeducativa que atende jovens condenados), em Porto Velho, e que existem informações de ter sido grave. Os deputados Hermínio Coelho (PSD) e Jean Oliveira (PSDB), apartearam o parlamentar, hipotecando apoio ao discurso apresentado.

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