Léo Pinheiro, da OAS foi preso na Lava Jato e conduzido na Greenfield

Executivo teve a delação anulada pela PGR

Brasília – O executivo Léo Pinheiro, da OAS foi preso na manhã desta segunda-feira pela Polícia Federal cumprindo mandado do juiz Sérgio Moro. Pinheiro teve a delação anulada pela Procuradoria Geral da República quando trechos citando o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli vazaram na revista Veja.

Segundo a PGR, houve um “vazamento intencional” e “quebra de sigilo” isso seria motivo de anulação.

Pinheiro cumpria prisão domiciliar e foi preso preventivamente. Ele também será ouvido na Polícia Federal por envolvimento no esquema de fraudes nos fundos de pensão que estão sendo investigados na Operação Greenfield, deflagrada na manhã desta segunda-feira, Pinheiro foi conduzido coercitivamente.

No despacho, Sérgio Moro alega que o empreiteiro tentou subornar integrantes da CPI da Petrobras.

“Pelo que se depreende, em cognição sumária, de alguns depoimentos, José Adelmário Pinheiro Filho teria não só ordenado o pagamento da vantagem indevida pela OAS, mas coordenado, juntamente com Júlio Gerin de Almeida Camargo, ação conjunta entre as empreiteiras envolvidas no esquema criminoso da Petrobrás para, mediante pagamento de vantagem indevida, obstruir os trabalhos da CPI.

O pagamento de propina a parlamentar federal para impedir o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito é um claro ato de obstrução à investigação e é um indicativo de que há risco às instruções e investigações pendentes perante este Juízo e perante o Egrégio Supremo Tribunal Federal em relação às condutas de José Adelmário Pinheiro Filho.

Reforçam esse risco o fato de que José Adelmário Pinheiro Filho teria sido, em cognição sumária, o coordenador das ações de obstrução no grupo das empreiteiras, o fato de que a propina teria sido, em cognição sumária, paga em 2014, ou seja, durante os trabalhos de investigação da assim denominada Operação Lava Jato, e a própria ousadia em subornar Senador da República para impedir o regular funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito.”

 

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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