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Lesões no pescoço e inconsistências: novos rumos na morte da Policial Militar Gisele Santana

Decisão judicial reclassifica morte da policial militar como feminicídio após laudo apontar lesões; marido é principal suspeito e caso envolve desembargador do TJ-SP

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A Justiça de São Paulo determinou, nesta terça-feira (10), que a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, seja investigada como feminicídio. A decisão, assinada pela juíza Giovanna Christina Colares, redireciona o inquérito para uma Vara do Tribunal do Júri, especializada em crimes contra a vida, após laudo necroscópico complementar identificar lesões contundentes no rosto e no pescoço da vítima.

Gisele foi encontrada morta na manhã de 18 de fevereiro, com um disparo na cabeça, no apartamento onde residia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser apurado como morte suspeita após questionamentos da família e, agora, ganha nova classificação diante de evidências periciais que apontam para violência de gênero.

Laudo pericial aponta sinais incompatíveis com suicídio

Segundo o documento obtido com exclusividade pela TV Globo, as lesões identificadas no corpo de Gisele são descritas como “contundentes” e provocadas “por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal” — termo técnico para marcas de unhas. Peritos indicaram ainda que há sinais de que a vítima pode ter desmaiado antes de receber o disparo e que não apresentou reação defensiva.

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