Líder do Estado Islâmico admite derrota do grupo em Mosul

Segundo a ONU, 392 civis foram mortos apenas em fevereiro

O líder máximo do Estado Islâmico (EI, ex-Ísis), Abu Bakr al-Bagdadi, admitiu a derrota do grupo jihadista na cidade de Mosul, no norte do Iraque, e se despediu do seus seguidores em um comunicado, informou as autoridades locais.

Segundo o chefe do Conselho de Segurança da província iraquiana de Ninawa, Mohammed Ibrahim al-Bayati, a publicação foi distribuída entre os colaboradores próximos a al-Bagdadi e entre os ímãs das mesquistas localizadas no oeste de Mosul. No discurso escrito, o líder jihadista admitiu a derrota do EI na área e nos demais “estados de seu califado”.

Além disso, ele teria instruído os membros do grupo a fugir para regiões montanhosas no Iraque e Síria. No entanto, al-Bagdadi também ordenou que os terroristas ataquem caso estejam cercados pelas forças iraquianas. Nesta quarta-feira (1), os militares do Exército do Iraque apoiadas pelos Estados Unidos recuperaram o controle da última grande rodovia do leste de Mosul que estava sob o comando dos jihadistas.

Em janeiro, as forças iraquianas conquistaram a metade leste de Mosul, que é a terceira cidade mais populosa do país e maior área sob controle do Estado Islâmico. Segundo um balanço divulgado nesta quinta-feira (2) pela Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 392 civis já foram mortos e 613 feridos, apenas em fevereiro, no Iraque, em conflitos contra os jihadistas.

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