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Liquidação do Will Bank trava saldos e deixa milhões de clientes em vulnerabilidade financeira

Após o encerramento de sete instituições ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro, o colapso do Will Bank isola recursos de 12 milhões de correntistas e expõe gargalos regulatórios

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A crise de liquidez e solvência que atinge o conglomerado financeiro associado ao empresário Daniel Vorcaro alcançou seu ponto mais crítico com a liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central do Brasil (BC). O encerramento das atividades da instituição é o sétimo registro de queda em um “efeito cascata” que teve início em novembro de 2025, com a derrocada do Banco Master.

O cenário é particularmente dramático para a base de clientes do banco digital. Com cerca de 12 milhões de usuários — dos quais 60% residem na região Nordeste — o Will Bank concentrava um público de renda média e baixa. Para muitos, o bloqueio imediato dos saldos significou a perda de acesso a recursos destinados a necessidades básicas, como aluguel, saúde e alimentação.

O rastro da liquidação e o Raet

Antes do desfecho atual, o Will Bank operava sob o Regime Especial de Administração Temporária (Raet). Este mecanismo é uma intervenção do Banco Central que afasta o controle dos acionistas majoritários e busca sanear a instituição para uma possível venda.

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