Loja nos EUA ameaça bagunceiros da Black Friday com expulsão

Corre-corre, empurra-empurra, brigas, gente machucada. As grandes lojas dos Estados Unidos estão tentando evitar essas imagens já tradicionais durante a Black Friday, o dia com os maiores descontos do ano, e em 2014 usaram várias estratégias para reduzir o caos, inclusive ameaçando expulsar os consumidores mais ávidos que não seguirem as regras.
É o caso da Fry´s, uma loja de eletrônicos que abriu as portas às 5h da madrugada desta sexta (28) em várias cidades do país. A empresa contratou vendedores e seguranças a mais para essa data. Na filial de Las Vegas, cartazes distribuídos pela fila cercada por grades avisavam: “Puxar, empurrar e brigar não será tolerado. Quem violar essas regras vai ser tirado da fila ou não poderá aproveitar as promoções”.
Parece ter funcionado. As cerca de 400 pessoas que entraram nos primeiros minutos após a abertura do estabelecimento caminharam calmamente até o interior do ambiente, como acompanhou a reportagem do G1. Os funcionários iam liberando a entrada para grupos de dez em dez.
Alguns deles haviam distribuído mapas na fila mostrando a localização de cada seção (computadores, TVs e videogames eram os itens mais procurados, e algumas filas se formaram internamente nessas áreas).
Em menos de dez minutos, era possível ver dezenas de clientes circulando, especialmente, com aparelhos de televisão gigantescos nos carrinhos de compra. “Este ano fizemos diferente, porque nos anos anteriores alguns clientes já se machucaram. Temos mais pessoal e não vamos permitir que ninguém faça bagunça”, disse um funcionário, que não quis se identificar. Entre as ofertas, havia, por exemplo, um televisor 4K de 55 polegadas por US$ 1297,99 ( o preço original era de US$ 2197,99) , redução de quase 40%.
As vendas online de Black Friday da mesma loja, que começaram um dia antes, também ajudaram a diminuir a quantidade de pessoas na fila. “Só vim porque o site estava muito congestionado e não consegui comprar depois de três horas tentando”, conta Tracy Ruesh, um engenheiro que queria comprar uma impressora por US$ 200 (o preço original é US$ 600). Ele foi para a fila com o filho de 13 anos pouco antes da abertura da loja. A temperatura era de 7 graus.

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Outras estratégias
Os diferentes horários de abertura das lojas também a ajudam a distribuir o fluxo. Os estabelecimentos estão começando a oferecer os descontos cada vez mais cedo, muitos deles na própria quinta-feira à tarde. Assim, uma loja que começa a Black Friday na sexta-feira não recebe tanta gente, já que alguns consumidores já aproveitaram as ofertas em outros estabelecimentos.
Também em Las Vegas, em uma loja de roupas de um shopping que colocaria todos os produtos pela metade do preço a partir da meia-noite de quinta para sexta, seguranças uniformizados organizavam a multidão em uma fila indiana. A loja só permitia a entrada de cerca de 20 pessoas por vez, e lá dentro distribuía raspadinhas com descontos extras.
Em Los Angeles, outra grande rede de eletrônicos distribuiu vouchers de desconto duas horas antes para os primeiros da fila. Os clientes que aguardavam lá desde o dia anterior já haviam sido avisados. “Quem fizer muita bagunça não vai poder comprar. Melhorou muito, antes era bem pior”, relatou um deles, que dormiu na fila pelo quarto ano seguido.

Fonte: Terra

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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