Eleições 2026

Lula cresce, Flávio recua e disputa do 2º turno vira empate técnico

Levantamento PoderData/AYA mostra Flávio Bolsonaro com 48% e Lula com 46% das intenções de voto — diferença dentro da margem de erro

Lula cresce, Flávio recua e disputa do 2º turno vira empate técnico
📷 Reprodução
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  • Pesquisa PoderData/AYA aponta Flávio Bolsonaro com 48% e Lula com 46% das intenções de voto no 2º turno — diferença de 2 pontos, dentro da margem de erro de 1,8 p.p.
  • Na comparação com o levantamento feito logo após o 1º turno, Lula subiu de 44% para 46% e Flávio recuou de 49% para 48%: o cenário saiu de uma vantagem de 5 pontos para Flávio e chegou a um empate técnico.
  • Entre os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), Flávio aparece com 51% e Lula com 49%.
  • A avaliação pessoal de Lula e a aprovação do seu governo têm o mesmo resultado: 44% aprovam e 50% desaprovam.
  • Os dois candidatos têm rejeição parecida: 44% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio, e 46% dizem o mesmo sobre Lula.
  • Por que isso importa: a pesquisa é o primeiro retrato do 2º turno feito já dentro do período oficial de campanha e mostra que a corrida, que parecia definida a favor de Flávio Bolsonaro logo após o 1º turno, voltou a ficar indefinida a dez dias da votação, marcada para 25 de outubro.
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Lula reduziu a diferença que separava sua candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo 2º turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16) pelo PoderData, em parceria com o instituto AYA. O levantamento, feito por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro com 3.000 eleitores em 686 municípios das 27 unidades da Federação, aponta Flávio com 48% das intenções de voto e Lula com 46% — uma diferença de 2 pontos percentuais, dentro da margem de erro de 1,8 p.p. para mais ou para menos, o que caracteriza um empate técnico.

O que mudou desde o 1º turno

A pesquisa anterior do mesmo instituto, feita logo após o 1º turno, em 4 de outubro, mostrava Flávio Bolsonaro com 49% e Lula com 44% — uma vantagem de 5 pontos para o candidato do PL. No novo levantamento, Flávio recuou 1 ponto (de 49% para 48%) e Lula avançou 2 pontos (de 44% para 46%), reduzindo a diferença entre os dois de 5 para 2 pontos.

Quando se consideram apenas os votos válidos — ou seja, excluindo da conta os votos em branco, nulos e os indecisos —, o cenário atual mostra Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49%, ante 53% a 47% no levantamento pós-1º turno.

"A margem de erro é uma estimativa baseada na presunção de que todos os indivíduos têm uma chance igual e não nula de serem sorteados na pesquisa."

Como o eleitorado do 1º turno se dividiu

A pesquisa também perguntou em quem os entrevistados votaram no 1º turno e cruzou essa resposta com a intenção de voto atual. A fidelidade ao próprio candidato foi alta dos dois lados: 93% de quem votou em Flávio Bolsonaro no 1º turno declara voto nele agora, e 94% de quem votou em Lula permanece com ele.

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Entre quem votou em candidatos que não avançaram ao 2º turno, a migração favoreceu Flávio Bolsonaro na maioria dos casos: dos eleitores de Augusto Cury, 45% agora dizem votar em Flávio e 43% em Lula; dos eleitores de Renan Santos, 38% foram para Flávio e 33% para Lula (27% ainda dizem votar em branco ou nulo); e dos eleitores do governador Ronaldo Caiado (PSD-GO), 44% migraram para Flávio e 30% para Lula. Já entre quem votou em branco, nulo ou não votou no 1º turno, a maior parte diz hoje que pretende votar em branco, nulo ou não sabe no 2º turno.

Rejeição é parecida entre os dois candidatos

Questionados especificamente sobre a disposição de voto em cada nome, os entrevistados mostraram níveis de rejeição próximos. Sobre Flávio Bolsonaro, 44% disseram que ele é o único candidato em que votariam, 7% disseram que poderiam votar nele e 44% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Sobre Lula, 42% disseram que é o único em que votariam, 8% disseram que poderiam votar nele e 46% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum.

Perfil do voto: homens, sul e evangélicos puxam Flávio; mulheres, nordeste e quem não tem religião puxam Lula

O recorte por perfil do eleitor mostra uma polarização conhecida em eleições recentes. Entre os homens, Flávio Bolsonaro tem 57% contra 38% de Lula; entre as mulheres, a vantagem é de Lula, com 53% contra 39%. Por região, Flávio lidera com folga no Sul (61% a 33%) e no Centro-Oeste (55% a 38%), enquanto Lula tem vantagem no Nordeste (57% a 39%); no Sudeste e no Norte, o resultado fica mais próximo do empate nacional. Por religião, Flávio é maioria entre os evangélicos (61% a 32%), e Lula tem vantagem entre quem não tem religião (53% a 38%), espíritas (54% a 42%) e praticantes de umbanda ou candomblé (71% a 23%). Por faixa de renda, Flávio cresce conforme a renda aumenta — de 43% entre quem ganha até 2 salários mínimos a 51% entre quem ganha mais de 5 —, enquanto Lula tem o caminho inverso.

Avaliação pessoal de Lula e aprovação do governo seguem o mesmo padrão

A pesquisa também mediu, separadamente, a avaliação pessoal do presidente e a aprovação do seu governo — e chegou a números praticamente idênticos nos dois casos: 44% aprovam e 50% desaprovam, com 6% sem opinião formada. Em ambas as perguntas, o padrão demográfico se repete: Lula é mais bem avaliado por mulheres (51% de aprovação pessoal, contra 35% entre os homens), por eleitores do Nordeste (55%) e por quem está entre os mais jovens (16 a 24 anos, com 48%), enquanto a desaprovação é maior no Sul (62%) e entre eleitores com renda mais alta.

O cruzamento com a intenção de voto no 2º turno confirma a consistência dessas respostas: entre quem diz que vai votar em Lula, 88% aprovam seu desempenho pessoal; entre quem diz que vai votar em Flávio Bolsonaro, 91% desaprovam.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01209/2026 e tem margem de erro estimada de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Com a diferença entre os dois candidatos dentro da margem de erro e ainda dez dias até a votação do 2º turno, marcada para 25 de outubro, a disputa presidencial de 2026 segue sem favorito definido segundo este levantamento — um cenário distinto do que a mesma pesquisa havia captado nos primeiros dias após o 1º turno.

🔊 Versão em áudio disponível no topo do post.

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