Mãe, padrasto e tio de jovem que se matou em MT serão ouvidos pela polícia nesta sexta

Polícia do Mato Grosso segue com a investigação sobre a morte da servidora, após denunciar suposto assédio de procurador do DF

A Polícia Civil do Mato Grosso informou que os familiares da servidora  Ariadne Wojcik serão ouvidos na tarde desta sexta-feira (11/11). A primeira a prestar depoimento será a mãe da jovem, Marlova Schmaedecke. Depois, o padrasto Ramiro Hofmeister Martins-Costa. O casal mora em Brasília, mas está em Cuiabá desde que Ariadne morreu.

O corpo da garota foi enterrado na tarde desta quinta (10).na capital mato-grossense, onde ela tinha acabado de ser empossada no Tribunal de Justiça. Ariadne morava na casa de um tio, que também vai falar com o delegado Diego Alex Martimiano, que investiga o caso.

O perfil da jovem da rede social Facebook, onde ela fez uma postagem pouco antes de morrer e que confirmaria a versão da polícia de que Ariadne cometeu suicídio foi deletado. As páginas da mãe e do padrasto seguem apenas com as palavras “luto e dor”, postadas na quarta (9), dia da morte da servidora

Relembre o caso

Ariadne Wojcik foi encontrada morta na Chapada dos Guimarães. Horas antes, ela publicou um texto no Facebook no qual acusava o procurador Rafael Santos de Barros e Silva de estar lhe perseguindo. Por essa razão, teria se mudado para Cuiabá, onde passou a morar com o tio. No entanto, depois de conseguir se afastar de Silva, ele teria voltado a procurá-la.

Além de aluna, Ariadne estagiou no escritório de advocacia de Rafael, que nega as denúncias. Ele afirmou que era a jovem que o perseguia e que ela teria problemas mentais. Um psiquiatra informou à polícia que Ariadne sofria de depressão profunda e teria recusado o tratamento.

Mensagens e presentes

Segundo a postagem de Ariadne, o procurador começou a mandar mensagens e presentes, e a situação piorou após o homem se divorciar, pois passou a monitorá-la. “Ele sabia a hora que eu pisava em casa, sabia as expressões que eu só usava com meus melhores amigos nas conversas de WhatsApp, sabia onde eu morava, sabia que eu tinha adotado um cachorro, sabia tudo.”

No fim do post, Ariadne relata que não aguentava mais a situação, diz que “desistiu de tudo” e pede “perdão” à família e aos amigos. “Que na próxima reencarnação eu possa fazer uso de todo o aprendizado que isso me trouxe, mesmo com tanta dor e sofrimento.”

O caso provocou uma verdadeira comoção nas redes sociais e a Universidade de Brasília (UnB) anunciou o desligamento do professor, que é docente voluntário.

As informações são do Metropoles

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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