Maersk cobra sobretaxa de US$ 1.000 por contêiner do Brasil para EUA e Canadá a partir de novembro
A partir de 5 de novembro, embarques de contêineres secos do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina para os EUA e o Canadá terão sobretaxa de US$ 1.000 por unidade — e a data que define a cobrança varia conforme o tipo de reserva
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- A Maersk anunciou uma sobretaxa de alta temporada (PSS) de US$ 1.000 por contêiner seco de 20 ou 40 pés, para embarques do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina com destino aos Estados Unidos e ao Canadá
- A cobrança passa a valer a partir de 5 de novembro de 2026, mas a data que determina se um embarque específico será cobrado varia conforme a modalidade da reserva (FMC, Spot ou demais)
- O valor é um acréscimo ao frete, podendo ainda se somar a outras sobretaxas locais ou de contingência
- A mesma companhia já havia anunciado, em setembro, sobretaxas de até US$ 1.000 para a costa oeste da América do Sul e de US$ 500 para o Caribe e a costa do Golfo dos EUA, partindo da mesma origem
- Por que isso importa: a medida, somada a uma sobretaxa semelhante da Seaboard Marine, sinaliza um movimento coordenado das armadoras para recompor margens nas rotas para a América do Norte, com efeito direto no custo logístico das exportações sul-americanas
Os embarques de contêineres secos do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina para os Estados Unidos e o Canadá terão uma nova cobrança da Maersk a partir de 5 de novembro de 2026. A companhia anunciou uma sobretaxa de alta temporada — a Peak Season Surcharge (PSS) — de US$ 1.000 por contêiner, aplicada igualmente a unidades de 20 e 40 pés, segundo comunicado oficial publicado no site da própria Maersk em 5 de outubro.
O que a sobretaxa cobre — e o que não cobre
Os US$ 1.000 representam um acréscimo ao custo da operação, não o preço total do transporte. Segundo o comunicado, outras sobretaxas aplicáveis — incluindo cobranças locais e de contingência — podem ser somadas ao valor, o que significa que o custo final de cada embarque vai depender também das demais condições comerciais da reserva.
Como saber se um embarque específico será cobrado
Embora a entrada em vigor esteja marcada para 5 de novembro, identificar quais reservas estarão sujeitas ao adicional exige atenção à chamada data de cálculo do preço (PCD, na sigla em inglês) — um marco que varia conforme a modalidade contratada:
- Nas reservas que não se enquadram nas modalidades FMC ou Spot, vale a data de partida programada do primeiro trecho marítimo, registrada no momento da confirmação da reserva;
- Nas reservas na modalidade FMC, vale a data de entrada do último contêiner;
- Nas contratações Spot, vale a data de confirmação da reserva.
Na prática, dois embarques com saída prevista para o mesmo dia podem ter tratamento diferente dependendo de como foram contratados — o que torna recomendável revisar a modalidade de cada reserva próxima a 5 de novembro antes de presumir que ela está ou não sujeita à cobrança.
Parte de um movimento mais amplo das armadoras
A Maersk já havia anunciado, em setembro, sobretaxas semelhantes para outras rotas a partir da mesma origem: até US$ 1.000 por contêiner seco para a costa oeste da América do Sul, e US$ 500 para o Caribe e a costa do Golfo dos Estados Unidos — ambas com vigência iniciada em 8 de outubro. O comunicado sobre a rota para EUA e Canadá não traz justificativa específica para o valor escolhido nem data de encerramento da cobrança.
O movimento da Maersk ocorre no mesmo período em que a Seaboard Marine anunciou sobretaxa própria para a costa oeste da América do Sul, o que sugere que as armadoras vêm recompondo margens nas rotas para a América do Norte de forma praticamente simultânea neste segundo semestre de 2026 — tendência que tende a pressionar o custo logístico das exportações sul-americanas para esse destino.
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