Maior golpe digital da história do Brasil: funcionário da C&M Softwares facilitou desvio de milhões via pix
Investigações revelam como João Nazareno Roque, cooptado por criminosos, permitiu ataque que comprometeu contas de reserva de instituições financeiras

Na madrugada de 30 de junho de 2025, o sistema financeiro brasileiro foi abalado por aquele que a Polícia Civil de São Paulo considera o maior golpe digital da história do país. Com prejuízos estimados entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, o ataque cibernético comprometeu a infraestrutura da C&M Software, uma empresa de tecnologia que conecta bancos menores e fintechs ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o Pix.
A ação, inicialmente tratada como uma invasão hacker, revelou-se um esquema de "engenharia social", no qual um funcionário da própria empresa, João Nazareno Roque, de 48 anos, foi cooptado por criminosos para facilitar o desvio de recursos. Preso na quinta-feira (3), Roque confessou ter fornecido credenciais sigilosas e executado comandos que permitiram transferências fraudulentas em massa.
A dinâmica do golpe
O caso veio à tona após a BMP Instituição de Pagamento S/A, uma das clientes da C&M Software, registrar um boletim de ocorrência relatando um prejuízo de R$ 541 milhões. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), as transferências fraudulentas ocorreram entre 4h e 7h da madrugada de 30 de junho, horário estratégico que dificultou a detecção imediata.
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