Manifestantes invadem Câmara dos Deputados e pedem intervenção militar

Grupo intervencionista quebrou vidraça e promoveu confronto com a Polícia Legislativa; sessão de discussões foi suspensa e cinegrafistas foram retirados

Cerca de 60 manifestantes invadiram o plenário da Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira (16) e alguns deles chegaram a protagonizar confrontos com a Polícia Legislativa. A invasão ocorreu por volta das 15h30, no momento em que os parlamentares ainda aguardavam o quórum mínimo para o início da ordem do dia da sessão extraordinária. O local ainda não foi desocupado.

O grupo pede a intervenção militar no País e entoou no plenário o coro de “A nossa bandeira jamais será vermelha”, uma das bravatas mais recorrentes em protestos anti-PT. Em outro momento, os responsáveis pela ocupação no plenário entoaram juntos um grito de “General aqui”, numa referência ao propósito intervencionista da ação.
Um dos manifestantes concedeu entrevista nas galerias da Câmara e afirmou que uma das razões para a invasão é ua suposta “luta contra o comunismo”.

“[Os parlamentares] deixaram de fiscalizar o Executivo e estão seguindo a cartilha do Planalto. Estão institucionalizando aqui o comunismo e o Brasil não quer o comunismo”, afirmou o manifestante, acrescentando que as pessoas que promovem a invasão não são ligadas a nenhum grupo organizado.

O vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), suspendeu os trabalhos e pediu à Polícia Legislativa que ajude na remoção dos manifestantes, que primeiro tomaram o entorno da Mesa Diretora. De acordo com relatos de jornalistas que acompanhavam a sessão, uma vidraça foi quebrada durante a invasão.

Por volta das 16h, a Polícia Legislativa retirou todos os jornalistas e cinegrafistas do plenário da Câmara para conseguir expulsar os manifestantes do local.

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