Mariana Carvalho propõe combate à violência contra a mulher
Candidata ao Senado defende monitoramento eletrônico de agressores e expansão da Patrulha Maria da Penha para todo o estado de Rondônia
📋 Em resumo ▾
- Mariana Carvalho (Republicanos) defende uma resposta mais rápida entre a denúncia e a proteção efetiva da vítima de violência.
- A candidata propõe monitoramento eletrônico para agressores de alto risco e a expansão da Patrulha Maria da Penha em todo o estado.
- Como coautora da Lei 13.871/2019, ela já atuou para obrigar o agressor a ressarcir o SUS pelos gastos com a vítima e dispositivos de proteção.
- As propostas incluem qualificação profissional e proteção aos filhos de vítimas de feminicídio para a reconstrução da autonomia.
- Por que isso importa: A pauta pressiona por uma integração real entre Judiciário e forças de segurança, evitando que medidas protetivas se tornem apenas burocracia
A candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos) defende uma mudança de paradigma no combate à violência contra a mulher em Rondônia, propondo o monitoramento eletrônico de agressores e a expansão da Patrulha Maria da Penha para todo o estado. A iniciativa busca garantir uma resposta efetiva entre a denúncia e a proteção, evitando que medidas judiciais se tornem apenas formalidades sem amparo policial.
Da burocracia à proteção efetiva
Para a candidata, a simples emissão de uma medida protetiva é insuficiente se não houver acompanhamento operacional. Ela critica a realidade em que mulheres denunciam repetidamente e, ainda assim, perdem a vida pela falta de uma ação mais dura do Estado.
"A medida protetiva precisa realmente proteger. A gente vê mulheres que denunciaram uma vez, denunciaram outra e, mesmo assim, perderam a vida por falta de uma ação mais dura."
O objetivo central da proposta é tratar o agressor como criminoso, garantindo que ele responda por seus atos, enquanto a vítima tem onde pedir socorro com segurança e eficácia.
Histórico legislativo e novas propostas
A atuação de Mariana Carvalho no tema remonta à sua passagem pela Câmara dos Deputados, onde foi coautora da proposta que originou a Lei 13.871/2019. A norma obriga o agressor a ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) pelos gastos com o tratamento da vítima e pelos custos dos dispositivos utilizados para sua proteção.
Durante o mandato, ela também destinou recursos para a Patrulha Maria da Penha em Porto Velho e para estruturas de atendimento no interior. Para o mandato no Senado, as propostas se expandem para a integração entre o Judiciário e as forças de segurança, além do enfrentamento à perseguição, exposição íntima, extorsão e outras formas de violência digital.
Reconstrução da autonomia pós-violência
O plano também aborda o período após a violência, focando em qualificação, emprego e empreendedorismo para que as mulheres reconstruam sua autonomia financeira e social. A proteção se estende aos filhos de vítimas de feminicídio, reconhecendo o impacto colateral e intergeracional da violência doméstica.
"Hoje uma mulher quer pedir socorro e muitas vezes ainda encontra dificuldade para ter acesso. Não podemos normalizar isso. Precisamos de delegacias especializadas, atendimento, polícia preparada e uma rede que funcione quando essa mulher pede ajuda."
A proposta de Mariana Carvalho toca em uma falha estrutural crônica do sistema de segurança pública: a desconexão entre a ordem judicial e a capacidade operacional das forças policiais no território. Expandir a Patrulha Maria da Penha e implementar o monitoramento eletrônico exige não apenas vontade política, mas orçamento dedicado e integração de dados em tempo real entre as instituições.
Resta saber se o Senado terá a sensibilidade para priorizar essa pauta com a urgência que ela demanda, ou se a proteção à mulher continuará sendo tratada como um apêndice burocrático, onde a medida protetiva é, tragicamente, apenas um papel que nem sempre protege.
Versão em áudio disponível no topo do post.