Maurão de Carvalho conhece funcionamento da Fazenda Futuro

Presidente da Assembleia se comprometeu em assegurar R$ 500 mil para apoiar projeto

O que antes era mata fechada, agora vem se transformando em uma área de cultivo que simboliza para muitos o recomeço, uma retomada da vida e a esperança de dias melhores para si e para a família. Esta é a Fazenda Futuro, implantada pelo governo do Estado nos fundos do complexo prisional de Porto Velho, ocupando uma área de 309 hectares.

Lá, 70 apenados já trabalham com plantio de abacaxi, macaxeira, verduras, hortaliças e frutas. A criação de peixes está em fase de implantação e será mais uma alternativa de trabalho e renda.

No final de semana, o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PMDB), conheceu a Fazenda Futuro. Ele foi recebido pelo coordenador do projeto, da Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), Lourival Milhomen, acompanhado do assessor governamental, Marcelo Braga.

“É importante conhecermos ações como esta, que oferecem uma oportunidade real de ressocialização. A reincidência no mundo do crime é um dos graves problemas do sistema prisional e assegurando uma profissão, uma renda, se abrem novos caminhos para quem sair da prisão”, destacou.

Ele percorreu todo o complexo, que está operando desde 2013, com plantio de mandioca, e vem crescendo ano após ano. “Estamos precisando ampliar a nossa estrutura, com equipamentos, implementos, calcário, adubos, insumos, ferramentas e outros materiais para que possamos receber mais apenados e expandirmos a nossa produção”, explicou Milhomen.

De pronto, Maurão se comprometeu em assegurar no orçamento de 2017, o empenho de R$ 500 mil para apoiar o projeto, com as aquisições necessárias para a sua expansão.

“Oferecer uma oportunidade é um caminho mais viável, já que um detento tem um alto custo ao Governo. Por outro lado, a ressocialização permite que haja a integração à sociedade, deixando o indivíduo de oferecer riscos aos demais”, completou Maurão.

Na área, 70 mil abacaxis pérola estão quase em fase de colheita. “Vamos ampliar a área de pastagem para criarmos gado de leite, para incrementar a própria alimentação dos apenados”, informou Milhomen.

A iniciativa governamental conta com parceiros públicos, com a Emater, que mantém um extensionista no local, e a Embrapa, além de parceiros da iniciativa privada.

Remissão de pena

O apenado que trabalha na Fazenda Futuro tem assegurado um salário mínimo mensal, com um pequeno desconto do Fundo Penitenciário, como determina a lei. “Além disso, cada três dias trabalhado é descontado um na pena. Com esse dinheiro, muitos poderão começar uma nova vida quando deixarem a prisão, sem contar com os conhecimentos de cultivo que adquiriram que poderão ser utilizados lá fora”, informou o coordenador da Sejus.

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