Maurão garante que projeto alterando regime previdenciário de militares será discutido com a classe

O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PP), garantiu a dirigentes de entidades representativas dos policiais militares e bombeiros militares, em reunião nesta segunda-feira (1º), de que o projeto que altera o regime previdenciário da categoria será amplamente discutido antes de ser votado. Ele lembrou ainda que a matéria está sendo elaborada pelo Executivo, sem previsão de quando será encaminhada à Assembleia.

“Quero tranquilizar a todos de que não vamos colocar um projeto polêmico desses para votar de qualquer jeito. Pelo contrário, vamos discuti-lo com a categoria e com as entidades que representam os militares, para em seguida ser votado. Mas, a matéria sequer deu entrada na Assembleia”, explicou o parlamentar.

O presidente reforçou que a categoria dos policiais e bombeiros militares conta com um representante no parlamento. “O deputado Jesuíno Boabaid (PTdoB), está atento a todos os projetos que dizem respeito à categoria e vai acompanhar conosco este projeto, quando ele aportar na Casa, para que todas as dúvidas, todos os esclarecimentos sejam feitos. Ninguém vai votar nada para prejudicar os servidores, sejam eles civis ou militares”, completou.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Ênedy Dias de Araújo, informou que o esboço do projeto foi discutido entre os coronéis da PM, que fizeram uma série de questionamentos. “A resposta ainda não foi dada. O governador Confúcio Moura (PMDB) me assegurou que eu serei o primeiro a ser informado, e de imediato vou informar aos representantes das entidades ligadas à PM”, completou.

Maurão disse ainda que o governador sempre busca o diálogo e o entendimento e que nessa matéria não será diferente. O deputado manifestou ainda a importância de as associações que representam a categoria se unirem.

“É importante que as entidades estejam alinhadas e que possam acompanhar todo o processo, contribuindo com sugestões e ajudando aos parlamentares, com informações sobre os impactos de um projeto dessa envergadura”, acrescentou.

As entidades defendem que haja a paridade e a integralidade dos vencimentos sejam asseguradas no projeto. “Esta é uma situação a qual não abrimos mão, pois os policiais militares e os bombeiros militares tiveram uma ação destacada na construção de Rondônia e merecem ser tratados de forma diferenciada”, disse o tenente coronel Cristiano Lisboa, presidente da Associação dos Oficiais (Asof).

Participaram da reunião o presidente da Associação de Defesa dos Militares do Estado de Rondônia (Assdemeron), Jeferson Nascimento; a vice-presidente, Heline Braga; o presidente da Associação dos Praças (Aspra), cabo Ramalho, e a presidente da Associação das Esposas, Familiares e Pensionistas do Estado de Rondônia e do Ex Território (Assesfom), Maria Aparecida e a secretária Maria do Rosário.

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