Médicos se revoltam com situação de hospital e ameaçam acionar polícia em Vilhena

O novo secretário municipal de Saúde de Vilhena, Adilson Bernardino, que assumiu o cargo esta semana, já chega enfrentando um problema tamanho família: a revolta de médicos e enfermeiros do Hospital Regional, que atende pacientes não só da cidade, mas também de outras regiões de Rondônia e de municípios do Mato Grosso.

Algumas conversas travadas entre os próprios médicos dá uma ideia do quadro caótico na unidade: alguns ameaçam documentar a falta de medicamentos e materiais para entregar ao Ministério Público, cobrando providências. Outros acenam com uma ação mais dramática: registrar Boletim de Ocorrência na polícia para se prevenir contra uma eventual morte de paciente por falta de condições de atendimento.

Segundo um dos denunciantes, se um paciente chegar ao pronto-socorro com choque hipovolêmico, vai acabar morrendo, porque não existe sequer soro para que a medicação seja diluída. Outro diz que não existem também luvas para médicos e enfermeiros, o que aumentaria o risco de contágio para quem se atrever a trabalhar sem o acessório.

E esta penúria, dizem os profissionais, não se restringe somente ao setor de Pronto Atendimento. Pacientes que estão internados já não dispõem de toda a medicação que lhes é prescrita pelos médicos. A situação de quase-falência da maior unidade de saúde pública num raio de 200 km, segundo os médicos, é reflexo da má gestão de recursos e dos gastos descontrolados. Um dos profissionais lembra que, há quase dois anos, alertas sobre os problemas são denunciados, sem que medidas tenham sido adotadas para coibir o que, só agora, com a ação da Polícia Federal, vem à luz: o sucateamento do hospital seria resultado da corrupção, que engoliu boa parte das verbas que deveriam manter o atendimento no local.

Com informações do site Folha Pimentense

 

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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