Militar que assediou superior e a chamou de "bunduda" tenta escapar da condenação no STM
Cabo da Aeronáutica insiste que "elogios" à tenente foram sem maldade, mas Justiça Militar mantém que atos tiveram "inequívoca conotação sexual"

Em mais um capítulo do caso que expõe o assédio nas Forças Armadas, o cabo Expedito Ferreira Neto recorreu ao Superior Tribunal Militar (STM) após ser condenado por desacatar uma tenente com comentários de cunho sexual. A informação foi confirmada pela Corte nesta sexta-feira (16).
O militar, que foi sentenciado a um ano de prisão em regime aberto pelo Conselho Permanente de Justiça para a Aeronáutica em Campo Grande (MS), teve sua pena convertida em medidas restritivas. Agora, busca reverter a condenação em segunda instância em Brasília.
Histórico de assédio e constrangimento
De acordo com a denúncia do Ministério Público Militar (MPM), o caso não se tratou de um episódio isolado. Em março de 2024, durante uma Ação da Semana da Mulher, o cabo já havia constrangido a oficial com comentários sobre sua aparência, mesmo após ela explicitar seu desconforto e informar que estava noiva.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.