Ministros do TCU articulam para perdoar ‘pedaladas’ e aprovar contas de Dilma

Estratégia envolveria a possibilidade de perdoar a presidente pelo atraso proposital de pagamentos de benefícios sociais aos bancos públicos, a chamada ‘pedalada fiscal’
Dois ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) manobram para tentar salvar a presidente Dilma Rousseff no julgamento relacionado às contas presidenciais do ano passado. Dilma é acusada de ter cometido crime de responsabilidade por conta do atraso proposital do governo de pagamentos de benefícios sociais aos bancos públicos. A manobra contábil é classificada como “pedalada fiscal”.

A estratégia é capitaneada pelos ministros Vital do Rêgo e José Múcio Monteiro, segundo informa reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira (14). No senado, Vital era um dos mais fiéis aliados tanto do ex-presidente Lula, quanto da presidente Dilma Rousseff. Ele assumiu uma vaga no TCU no final do ano passado. Já José Múcio Monteiro foi ministro de Lula.

Segundo a reportagem do Globo, a estratégia dos ministros é tentar votar, primeiramente, o processo relacionado às pedaladas fiscais, antes da análise das contas presidenciais. No processo das pedaladas, a ideia é, segundo fontes do Tribunal, responsabilizar apenas Arno Augustin, ex-secretário do Tesouro Nacional, pelo represamento no repasse de recursos públicos. Desta forma, a presidente Dilma ficaria isenta de qualquer responsabilidade.

Neste cenário, quando o TCU passasse a analisar irregularidades na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) por conta das pedaladas fiscais, a presidente estaria automaticamente isenta de qualquer culpa. De acordo com o Globo, Vital vem agindo em conjunto com Múcio Monteiro para emplacar essa estratégia.

Com informações do site Congressoemfoco

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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