Desemprego fecha em 12,3%, informalidade avança

O país encerrou 2018 com uma taxa de desemprego média de 12,3%, informou o IBGE na manhã desta quinta-feira (31).

O indicador representou queda de 0,4 ponto percentual em relação ao verificado em 2017, quando a desemprego havia atingido o nível mais alto da série histórica, com taxa média de 12,7% no ano.

A redução na comparação anual reflete movimento que foi contínuo em 2018, com as novas ocupações surgindo principalmente do mercado informal.

Conforme são reduzidas as vagas com carteira assinada, uma parcela da população é empurrada para trabalhos sem a proteção das leis trabalhistas, que demandam profissionais de menor qualificação e pagam menores salários.

O aumento recorde dos trabalhos informais na economia elevou a quantidade de pessoas ocupadas no país, movimento que ajudou na queda geral da taxa oficial divulgada pelo IBGE.

O desemprego fechou o último trimestre do ano passado em 11,6%, queda de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em setembro, quando a taxa de desemprego havia atingido 11,9%.

Apesar da melhora estatística, o país encerrou 2018 com número alto de pessoas que ainda não tinham emprego, mas que estavam em busca de oportunidade.

O contingente de desocupados na média do ano passado foi de 12,8 milhões de pessoas, queda frente as 13,2 milhões nessa condição em dezembro do ano anterior. No intervalo de um ano, a fila de emprego foi reduzida em 400 mil pessoas.

A fila é menor porque muitas pessoas, levadas pela crise, aceitaram empregos de qualidade mais baixa para sobreviver.

São estudantes, idosos ou mães com filhos pequenos que antes não trabalhavam e que agora estão tendo que complementar a renda do domicílio. A entrada desses novos atores no mercado fez explodir o número de pessoas ocupadas do país.

A população ocupada em nível alto contribuiu para que a taxa geral de desemprego viesse menor no ano passado.

O contingente de pessoas ocupadas, que são aquelas que estão efetivamente empregadas, seja no mercado formal ou informal, encerrou 2018 em 91,8 milhões, aumento de 1,2 milhão de frente ao verificado em 2017. É o terceiro maior resultado para o indicador desde o início da série histórica iniciada em 2012.

Desde o final de 2017 que a quantidade de trabalhadores informais supera o número de postos com carteira assinada. Esse movimento, inédito até então na série histórica, acelerou em 2018.

A quantidade de trabalhadores com carteira assinada encerrou 2018 em 32,9 milhões, queda de 1,2% em relação ao apurado em 2017. No intervalo de um ano, 411 mil pessoas deixaram o mercado formal.

Na outra ponta, trabalhadores sem carteira somaram 11,1 milhões de pessoas, alta de 482 mil pessoas na passagem de 2017 para 2018.

Os trabalhadores por conta própria atingiram 23,3 milhões de pessoas, aumento de 2,9% na mesma base comparativa ou de 657 mil pessoas a mais nessa situação no ano passado.

Com informações da Folhapress.

Petrobras vende refinaria de Pasadena para empresa francesa

A Petrobras America Inc. (PAI), subsidiária da Petrobras, assinou nesta quarta-feira (30), com a empresa francesa Chevron U.S.A. Inc. (Chevron), o contrato de compra e venda referente à alienação integral das ações que mantinha nas empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, nos Estados Unidos.

A venda da refinaria faz parte do programa de desinvestimento da Petrobras e precisa ser submetida à avaliação de órgãos reguladores.

O valor do contrato é US$ 562 milhões, sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 212 milhões, de capital de giro com data-base de outubro de 2018. “O valor final da operação está sujeito a ajustes de capital de giro até a data de fechamento da transação”, informou a Petrobras em nota.

A assinatura ocorreu após aprovação nesta quarta-feira pelo Conselho de Administração da Petrobras e dá continuidade ao comunicado feito ao mercado no dia 4 de maio do ano passado. Nele, a petroleira informava o início da fase vinculante referente à alienação das ações detidas pela sua subsidiária Petrobras America Inc (PAI) nas empresas que integravam o sistema de refino de Pasadena, nos Estados Unidos.

De acordo com a Petrobras fazem parte da venda as sociedades Pasadena Refining System Inc. (PRSI), responsável pelo processamento de petróleo e produção de derivados, e a PRSI Trading LLC (PRST), que atua como braço comercial exclusivo da PRSI, ambas detidas integralmente pela Petrobras America Inc. (PAI).

A companhia informou que a PRSI possui capacidade de processamento de 110 mil barris por dia (bpd) e está localizada na cidade de Pasadena, no Golfo do México (Texas). “Trata-se de uma refinaria independente do Sistema Petrobras que pode operar com correntes de petróleos médios e leves e produz derivados que são comercializados tipicamente no mercado doméstico americano.”

De acordo com a Petrobras, a Chevron U.S.A. Inc. é uma empresa integrante da Chevron Corporation, segunda maior empresa de energia integrada nos Estados Unidos. Seus produtos são vendidos nas quase 8 mil estações de varejo Chevron e Texaco e também é uma importante fornecedora de combustível de aviação. A companhia francesa, possui quatro refinarias com capacidade combinada para processar 919 mil bpd no país.

A estatal brasileira destacou que a “conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais, tais como a obtenção das aprovações pelos órgãos antitruste dos Estados Unidos e do Brasil”.

A venda faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos da Petrobras, previsto no Plano de Negócios e Gestão 2019-2023, que, segundo a empresa, prevê a otimização do portfólio da companhia.

“A presente divulgação ao mercado está em consonância com a Sistemática para Desinvestimentos da Petrobras, que está alinhada ao regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017”, informou na nota.

A refinaria de Pasadena, na cidade de mesmo nome no Texas (EUA), foi alvo de investigações na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras de 2014 e da Operação Lava Jato. Um relatório da auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), de dezembro de 2014, apontou um superfaturamento de US$ 659,4 milhões na compra da refinaria pela estatal brasileira. Segundo o relatório, que o valor pago a mais não levou em consideração o estado em que a refinaria se encontrava.

O documento foi encaminhado à Petrobras com orientação de que fossem tomadas medidas para buscar ressarcimento de dano de US$ 659,4 milhões. A CGU também enviou cópia do relatório para a CPMI da Petrobras.

Governo central tem rombo de R$ 120,3 bi em 2018 e cumpre meta

O governo central fechou o ano de 2018 com um déficit primário de R$ 120,258 bilhões (1,7% do PIB), cumprindo com uma folga de R$ 38,7 bilhões a meta prevista de resultado negativo de R$ 159 bilhões. Em 2017, as contas foram negativas em R$ 124,261 bilhões (1,9% do PIB).

No ano, a fatura que mais pesou foi a da Previdência Social, com resultado negativo de R$ 195,197 bilhões. O Tesouro Nacional teve um superávit primário de R$ 75,654 bilhões e o Banco Central (BC) registrou desempenho negativo de R$ 714 milhões.

Considerando apenas o mês de dezembro, o déficit do governo central – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – foi de R$ 31,784 bilhões. O resultado é reflexo de um déficit de R$ 23,089 bilhões do Tesouro Nacional, de um rombo de R$ 8,893 bilhões da Previdência Social e de um resultado positivo de R$ 199 milhões do Banco Central.

Pelo levantamento do Tesouro, o governo federal encerrou o ano com a despesa consumindo 95,54% do teto de gastos. O pagamento acumulado dos itens sujeitos ao limite constitucional foi de R$ 1,287 trilhão. De acordo com o Tesouro, todos os entes cumpriram o limite, mas o dado divulgado, desta vez, considera o uso de compensação feita pelo Executivo para os demais Poderes.

A nota do Tesouro também informa que a regra de ouro das contas públicas foi cumprida com uma suficiência (superávit) de R$ 35,8 bilhões. Para 2019, o Tesouro revisou sua projeção e prevê um déficit de R$ 93,9 bilhões, ante R$ 109,2 bilhões de déficit na previsão anterior.

O setor público consolidado deve fechar o ano de 2018 com déficit entre R$50 e R$ 65 bilhões melhor que a meta de déficit de R$ 161,3 bilhões, segundo o sumário executivo do resultado do Tesouro Nacional. Além do déficit menor que a meta, já verificado para o governo central, a expectativa é de um “excesso” de superávit da ordem de R$ 10,9 bilhões para Estados e Municípios, e de um “excesso” de resultado de R$ 5,4 bilhões para as estatais federais.

Investimento

No ano passado, o governo federal investiu R$ 53,132 bilhões, o que representa um aumento nominal de 16,27% em relação a um ano antes. Em 2017, os investimentos somaram R$ 45,694 bilhões.

Segundo dados do Tesouro Nacional, os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 27,595 bilhões no ano, sendo R$ 4,569 bilhões destinados ao Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Orçamento de 2019

O orçamento de 2019 prevê a entrada de R$ 15,6 bilhões em concessões. Em 2018, a receita de concessões foi de R$ 21,9 bilhões contra R$ 32,1 bilhões em 2017.

Segundo o Tesouro, a receita de concessões em 2018 foi referente principalmente a petróleo. Em 2017, houve receita de concessões principalmente relacionadas a petróleo e leilão de hidrelétricas.

Vale desaba 24,5% e perde mais de R$70 bi em valor de mercado após tragédia em MG

Desde o rompimento da barragem de Brumadinho na sexta-feira, a Vale já teve contra si a decretação de quatro bloqueios judiciais

As ações da Vale fecharam em queda de mais de 20 por cento nesta segunda-feira, pior desempenho diário da sua história e equivalente uma perda de 72,8 bilhões de reais em valor de mercado, após a tragédia com o rompimento de uma barragem de mineração da companhia em Brumadinho (MG), que deixou até o momento 60 pessoas mortas e quase 300 desaparecidas, informa a agência Reuters.

Os papéis da mineradora fecharam em queda de 24,52 por cento, a 42,38 reais, derrubando o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, que fechou em baixa de 2,29 por cento. O volume de ações negociado foi o maior desde a estreia da Vale na bolsa. Em termos financeiros, foi o maior giro do pregão desta segunda-feira, totalizando 8,15 bilhões de reais.

Os primeiros relatórios de analistas do setor de mineração recomendaram cautela com as ações dado o horizonte nebuloso à frente em razão de potenciais desdobramentos da desastre, que aconteceu pouco mais de três anos depois que uma barragem da Samarco – uma joint venture da Vale com a BHP – rompeu em Mariana (MG), levando a 19 mortes e poluindo o rio Doce.

Os analistas Leonardo Correa e Gerard Roure, do BTG Pactual, afirmaram terem sido “verdadeiramente surpreendidos” com o evento, citando que, desde o acidente com a Samarco, a Vale investiu em uma série de medidas para inspecionar e garantir que as operações existentes fossem seguras.

Desde o rompimento da barragem de Brumadinho na sexta-feira, a Vale já teve contra si a decretação de quatro bloqueios judiciais e a aplicação de outras duas sanções por órgãos administrativos no valor total de 12,1 bilhões de reais, segundo levantamento feito pela Reuters nesta segunda-feira.

A mineradora também suspendeu sua política de remuneração aos acionistas, o que na prática significa o não pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio.

Imagem de capa – Equipes de resgate buscam vítimas na lama após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho 28/01/2019 REUTERS/Adriano Machado

Pesquisa aponta alta de 4,86% no preço da cesta de material escolar em Porto Velho

O valor atual é de R$ 101,23, com 20 itens. Há um ano, a cesta custava R$ 96,54

O preço da cesta de material escolar aumentou 4,86% em janeiro deste ano quando comparado ao mesmo mês de 2018, conforme a pesquisa realizada pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de ciências econômicas da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). O valor atual é de R$ 101,23, com 20 itens. Há um ano, a cesta custava R$ 96,54.

Conforme o programa, foram encontradas variações de até 150% nos preços dos itens pesquisados nas principais papelarias da cidade. A diferença entre a cesta mais barata e a mais cara chegou a 45,26%.

Dos produtos pesquisados, 11 itens apresentaram aumento de preço em janeiro de 2019. Os líderes são: compasso escolar; borracha azul-vermelha e lapiseira 5mm. Na contramão, tiveram redução de preço nove produtos, entre eles: apontador com depósito; tesoura escolar e régua escolar cristal de 30cm.

Confira os itens:

Produtos que tiveram aumento nos preços:
Compasso escolar: 25,81%
Borracha azul-vermelha: 20,71%
Lapiseira 5 mm: 17,56%
Estojo escolar: 16,93%
Agenda do estudante 96 folhas: 15,19%
Caneta esferográfica azul: 12,77%
Papel tamanho A4: 11,01%
Papel cartolina comum: 8,74%
Cola para isopor 40g: 6,76%
Cola branca de 90g: 6,37%
Giz de cera, conjunto com 12 cores: 0,45%

Produtos que tiveram queda nos preços:

Apontador com depósito: -35,21%
Tesoura escolar: -24,12%
Régua escolar cristal de 30cm: -12,48%
Lápis grafite nº 2: – 8,25%
Apontador simples: -7,18%
Tinta guache: -4,46 %
Pasta com aba e elástico: -3,07%
Lápis de cor inteiro, conjunto com 12 cores: -2,47%
Caderno capa dura com 240 folhas 12 matérias: -1,55%

Fonte: rondoniagora

As dez habilidades profissionais mais requisitadas nos currículos, segundo o LinkedIn

Rede social de perfis profissionais elabora ranking de ‘soft skills’ (habilidades socioemocionais, como ser bom de conversa) e ‘hard skills’ (competências técnicas específicas) que são mais atraentes para as empresas na hora de contratar

Ter um diploma e vários anos de experiência não são, necessariamente, garantia de um bom emprego. A pergunta-chave a ser feita é: o que você sabe fazer? O candidato a uma vaga de emprego deve demonstrar que – além do fato de ser engenheiro, advogado, programador ou relações públicas – tem as habilidades que a empresa esteja buscando.

E essas habilidades perpassam diversas profissões, uma vez que dizem respeito à forma de resolver desafios profissionais, de acordo com um estudo publicado pelo LinkedIn, rede social de perfis profissionais.

Segundo a pesquisa, os empregadores estão buscando uma combinação de soft skills, habilidades socioemocionais, e hard skills, habilidades mais técnicas. A criatividade aparece no topo da lista.

As hard skills são definidas pelo LinkeIn como “específicas, ensináveis, que podem ser definidas e medidas, como digitar, escrever, matemática, ler e a habilidade de usar programas de software’. As soft skills são definidas como “menos palpáveis, mais difíceis de quantificar, como etiqueta, facilidade em se relacionar bem com outras pessoas, ouvir, se engajar em conversa fiada”.

Uma ideia parecida foi apresentada no relatório “O futuro do trabalho”, do Fórum Econômico Mundial, que assinalou que a iniciativa, a originalidade e o pensamento crítico serão cada vez mais valorizados.

‘Soft skills’

  • Criatividade – Segundo o Linkedin, “enquanto robôs são bons em otimizar ideias antigas, empresas precisam mais de empregados criativos para conceber as soluções de amanhã”.
  • Persuasão – “Ter um bom produto, uma boa plataforma ou um bom conceito é uma coisa, mas a chave é persuadir as pessoas a comprá-las”
  • Colaboração – “Com projetos ficando cada vez mais complexos e globalizados na era da Inteligência Artificial, a colaboração eficiente só cresce em importância”.
  • Adaptabilidade – “Uma mente adaptável é uma ferramenta essencial para navegar pelo mundo de hoje em constante mudança, já que as soluções de ontem não vão resolver os problemas de amanhã.”
  • Manejo do tempo – “Uma competência eterna, saber administrar o tempo hoje te servirá pelo resto da carreira.”

‘Hard skills’

  • Manejo de dados na nuvem – “Enquanto o mundo se atira para a nuvem, companhias buscam desesperadamente por engenheiros com competências para acomodar essa demanda.”
  • Inteligência artificial – “É oficial: chegamos à Idade da Inteligência Artifical.”
  • Raciocínio analítico – “Enquanto coletam dados como nunca antes, empresas estão sedentas por profissionais que podem tomar decisões espertas baseadas neles.”
  • Manejo de pessoas – “O mundo mudou de um modelo ‘comandar-e-controlar’ para líderes que podem treinar e empoderar, um conjunto de competências que poucos profissionais possuem.”
  • User Experience Design (UX Design, Design da Experiência do Usuário, como é conhecida a destreza em compreender a interação entre usuário e tecnologias e desenvolver formas de torná-la mais fácil) – “UX Design é a chave para fazer com que o mundo digital funcione para humanos.”

A melhor mudança na sua carreira

“Melhorar as habilidades brandas é uma das melhores mudanças que você pode fazer na sua carreira, já que nunca serão redundantes”, escreveu Paul Petrone, editor de aprendizagem do LinkedIn. “O desenvolvimento da inteligência artificial fez com que as habilidades brandas fossem cada vez mais importantes, porque são precisamente as habilidades que os robôs não podem automatizar.”

Isso não significa que os conhecimentos ultraespecializados estejam perdendo terreno. A chave está na mistura dos dois tipos de habilidades, dizem os especialistas.

Os trabalhadores, por outro lado, estão cada vez mais interessados em adquirir novas habilidades. Por isso, tem sido tão propagada a ideia de que você nunca deve deixar de estudar e aprender por iniciativa própria.

O medo de “ficar obsoleto” se instalou nos locais de trabalho. E, com o boom das startups e os negócios pessoais, a cultura de trabalho vem dando um giro de grande magnitude nos últimos anos.

Nesse contexto, o perfil dos trabalhos está mudando rapidamente e a integração de equipes com pessoas de áreas diferentes é cada vez mais comum.

O estudo feito pelo LinkedIn avaliou informações sobre as habilidades que aparecem nos perfis das pessoas que utilizam a rede profissional e que conseguem empregos com salários mais altos.

BBC Brasil

Ar-condicionado aumenta conta de luz em até 50%; veja como economizar

Em Rondônia o forte calor faz com que a população invista em aparelhos de ar-condicionados, mas com a previsão de um reajuste de até 27,1% nas contas de energia, manter esses equipamentos pode ser uma facada no orçamento. E não apenas pelo preço dos aparelhos, já que atualmente, existem equipamentos à venda por preços em torno de R$ 1.000, mas esse investimento pode ser apenas uma pequena parte dos gastos que estão por vir.

“Nos meses de verão intenso, em uma residência média que faz uso intenso do ar­-condicionado, sem qualquer preocupação com medidas de redução de consumo, o impacto pode chegar a até 50% de aumento na conta de energia elétrica”, explica Roberto Peixoto, professor de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia (RJ).

A razão para isso é que o ar-­condicionado tem um consumo de energia similar ao de um chuveiro elétrico, porém
ele tende a ficar ligado por muito mais tempo. “Um aparelho de ar condicionado de 12.000 BTU consome tipicamente 25 KWh/mês para ficar ligado apenas uma hora por dia. Se ficar ligado quatro horas por dia, dependendo do ambiente, pode consumir 100 KWh/mês”, explica Renato Giacomini, coordenador do departamento de Engenharia Elétrica da FEI.

Para termos uma ideia do que esse número significa, uma residência brasileira consome em média 157,9 KWh/mês, de acordo com o Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2018 produzido pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética, do Governo Federal).
Ou seja: um ar­-condicionado ligado diariamente por quatro horas consumirá cerca de 63% do consumo total da residência considerada padrão pelo governo.

A boa notícia é que, da mesma maneira que ocorre com outros eletrodomésticos, o consumo do ar­-condicionado pode ser reduzido se seguirmos alguns procedimentos referentes ao seu uso.

Manutenção em dia

De acordo com os especialistas consultados, o primeiro passo para evitar que o seu ar­-condicionado seja um vilão do
consumo de energia elétrica é garantir que ele esteja em boa forma. “O ideal é limpar os filtros periodicamente, verificar se as saídas de ar não estão obstruídas, evitar que a unidade condensadora [o ‘motor’ do aparelho] sofra incidência direta do sol e verificar a carga do fluido refrigerante e se há vazamentos desse líquido”, alerta Peixoto.

Giacomini, por sua vez, aponta que essa seria a manutenção “básica” do aparelho. “O ideal é que um profissional qualificado também faça uma inspeção antes da chegada do verão ou, ainda, semestralmente, dependendo da intensidade de uso do ar­-condicionado”.

Uso econômico

Além de garantir que a manutenção do aparelho esteja em dia, algumas práticas podem diminuir um pouco o consumo de energia elétrica do aparelho. O primeiro passo é evitar que haja muita troca de calor entre o ambiente refrigerado pelo ar-condicionado e a sua parte externa. Ou seja: deixe o local com portas e janelas fechadas.

Desligar o ar­-condicionado assim que a temperatura desejada é atingida também não é uma boa ideia. “Há dois esforços principais realizados pelo ar-­condicionado: diminuir a temperatura de um ambiente e manter ela baixa. Caso o período sem a necessidade de uso do aparelho for longo, de um dia para outro, por exemplo, vale a pena desligar. Se esse período for curto, de uma hora, por exemplo, melhor deixar ligado”, diz Giacomini.

Outra solução é não programar o aparelho para gerar temperaturas muito baixas. “Essa é uma medida que tem
grande impacto, reduzindo o consumo de energia significativamente”, aponta Peixoto. O professor explica que isso ocorre porque os aparelhos de ar­-condicionado modernos têm sistemas de controle automático de temperatura, que liga e desliga o compressor de acordo com a necessidade do ambiente. Uma vez que a temperatura escolhida for mais alta, o ar­-condicionado se esforçará menos para mantê­-la e seu compressor passará mais tempo desligado.

Qual o ar-condicionado mais econômico: dicas para fazer a escolha certa

O condicionador de ar é um aparelho que deixa o lar muito mais confortável. No verão, ele ameniza aqueles dias de calor intenso e ajuda a manter a qualidade de vida. No entanto, um aspecto que precisa ser levada em conta é o consumo de energia do eletrodoméstico; ao planejar a compra de um ar-condicionado, é importante ficar de olho nos modelos mais econômicos. Para facilitar essa tarefa, separamos algumas dicas sobre o que faz um aparelho consumir menos eletricidade e também elencamos aqueles mais indicados para quem não quer gastar tanto com a conta de luz.

O que torna um ar-condicionado econômico

Embora, claro, o consumo de um ar-condicionado dependa de uma variedade de fatores(propriedades do aparelho, modelo, forma e tempo em que ele é utilizado, entre outros), existem certas características que ajudam a deixar o aparelho mais econômico. As principais são:

  • a utilização de tecnologias mais avançadas,
  • a presença do Selo Procel A;
  • algumas funções que reduzem o consumo;
  • e a potência do condicionador de ar ser compatível com o ambiente em que ele está instalado.
  • Tecnologia Inverter:

Com relação à tecnologia, o principal destaque fica por conta do modelo Split Inverter. Esse tipo de ar-condicionado é um dos mais avançados, pois conta com um mecanismo que controla a velocidade de compressão do aparelho. Assim, ele tem a capacidade de reduzir a velocidade do compressor, e não apenas desligá-lo, o que ajuda a manter a temperatura do ambiente por mais tempo e, melhor ainda, não gera picos de consumo elétrico! Com um ar-condicionado inverter, a economia de energia pode chegar a até 60%.

  • Função Sleep:

Independente do tipo de condicionador de ar, seja ele Inverter, de janela, Split normal ou portátil, é sempre indicado optar por aqueles que tenham funções de redução da potência ou desligamento automático. Hoje vários modelos de ar-condicionado contam com funções que desativam o eletrodoméstico após certo tempo ou, então, o chamado Modo Sleep, que durante a noite aciona um perfil de funcionamento mais econômica – com uma performance mais reduzida que também proporciona uma noite de sono mais agradável.

  • Selo Procel A:

Além de dar prioridade para um modelo Inverter e que tenha função Sleep (ou similar), outra dica que ajuda muito na hora de comprar um ar-condicionado econômico é ficar de olho no Selo Procel. Trata-se de uma certificação concedida pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica que atesta a eficiência energética de eletrônicos e eletrodomésticos. O selo conta com classificações que vão de A a E, sendo A indicado para aparelhos com o consumo mais baixo e E com o mais alto. Ou seja, procure por um condicionador de ar que possua o Selo Procel A!

  • Potência dos BTUs:

Por fim, a potência do ar-condicionado (em BTUs) e compatibilidade dela com o ambientesão pontos chave para que o aparelho conte com uma performance satisfatória, tanto no quesito climatização, quanto, claro, na performance energética. De forma geral, é preciso levar em consideração o tamanho da área, quantidade de outros aparelhos eletrônicos e fluxo de pessoas para saber qual a potência adequada para o cômodo. Nesse post você tem mais dicas de como calcular os BTUs e, assim, escolher o condicionador de ar mais indicado para o seu lar.

O ar condicionado split mais econômico

Existe uma grande variedade de aparelhos split que possuem uma performance energética satisfatória. Dentre eles, um que se destaca pelo grande custo-benefício, preço acessível e climatização agradável é o Ar-Condicionado Consul Split Hi Wall Bem Estar 7000 BTUs. Esse modelo conta com Timer On/Off e Função Sono Bom, que ajudam na economia de energia.

ar condicionado consul split

Já entre os aparelhos Inverter, uma das melhores indicações é o LG Split Inverter Libero E+ 11500 BTUs. Ele tem Selo Procel A, função Energy SavingModo Sleep e Timer – além da tecnologia Inverter -, representando assim um ótimo custo-benefício quando o assunto é consumo de eletricidade.

ar condicionado LG split

Qual o ar-condicionado portátil econômico?

Já os modelos de ar-condicionado portáteis costumam ter uma eficiência energética um pouco menor em comparação aos outros tipos de condicionadores de ar. No entanto, ainda assim existem aqueles que possuem funções voltadas para a economia de energia, como o Ar-Condicionado Gree Portátil 8500 BTUs. Ele tem função Sleep e Timer, que ajudam a proporcionar uma performance econômica.

ar condicionado portátil econômico

Ar-condicionado de janela mais econômico

Mais apreciado pelo seu preço acessível e instalação fácil e prática (principalmente em comparação ao modelo Split), o ar-condicionado de janela não costuma ser muito associado à economia de energia. Mas alguns modelos têm esse cuidado como diferencial, e um dos principais é o Consul Janela 7500 BTUs. Além de contar com um preço muito em conta, esse condicionador de ar ainda possui Selo Procel A, indicativo de uma performance energética acima da média.

Ar condicionado de Janela econômico
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Agora você já sabe como identificar aquele ar-condicionado mais econômico, que deixará o seu lar mais confortável e agradável sem prejudicar o seu bolso!