Morador de Ji-Paraná conta que quase morreu ao entrar ilegalmente nos EUA

O fortalecimento da segurança pela Patrulha da Fronteira dos EUA não impede que diariamente inúmeros imigrantes tentem entrar clandestinamente no país, através da fronteira com o México. Na busca pelo “Sonho Americano”, eles arriscam a vida cruzando desertos cuja temperatura ao dia pode chegar a níveis escaldantes e à noite abaixo de zero. Muitos são aqueles que não conseguem fazer a travessia e seus corpos são encontrados ao longo do perigoso caminho pelas autoridades.

‘Obstinado a entrar nos EUA, o brasileiro Ricardo Manoel, de 25 anos, natural de Ji-Paraná, Rondônia, arriscou fazer a travessia e, segundo, ele quase foi morto a tiros por ativistas do grupo Minuteman Project, que combate a imigração clandestina. Segundo ele, ao jornal Brazilian Times, um tiro dado por algum dos membros do grupo quase atingiu sua cabeça.

“Mas eles não me viram. Acredito que estavam atirando a esmo”, relatou.

Ricardo que foi colocado em uma caminhonete assim que chegou à fronteira dos EUA, em companhia de 6 hispânicos, posteriormente, sendo abrigados em uma casa abandonada. “Nós passamos a noite por lá e quando amanheceu, entramos em outro carro e seguimos por mais 15 minutos. Então pediram para que descêssemos e continuássemos a pé”, disse.

Durante a caminhada, eles foram aproximados por membros do grupo Minuteman Project, quando o “coiote”, traficante de seres humanos, avisou para todos se esconderem. Pego de surpresa, Manoel se escondeu atrás de arbustos, no alto de um morro, onde foi quase alvejado por um dos ativistas que deu um tiro de espingaerda para o alto, em sua direção.

“Se eu estivesse deitado cerca de 15 centímetros para a minha direita, não estaria aqui para contar a história”, concluiu.

Após caminhar sem destino certo, ele encontrou um outro grupo de imigrantes clandestinos que o ajudou. Há uma semana residindo no município de Somerville (MA), Ricardo chegou aos EUA 8 de setembro deste ano, trabalha na pintura de casas e planeja levar a família. Provavelmente pelo mesmo caminho.

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