Morre Ex-ministro Márcio Thomaz Bastos que modernizou PF e salvou Lula no mensalão

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos morreu na manhã desta quinta-feira (20/11), aos 79 anos. Ele estava internado desde terça-feira (18/11) para tratar de problemas do pulmão no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Thomaz Bastos já teve câncer e por consequência da doença tirou um dos pulmões. Nos últimos dias estava com pneumonia e apresentava tosse e um pouco de fraqueza.

Na última semana, o ex-ministro fez uma viagem para os Estados Unidos, para atender um cliente que estava preso em Miami e, na volta, apresentou um quadro de embolia, que chegou a afetar seu coração. Ele estava num ritmo acelerado de viagens, o que teria comprometido ainda mais a sua saúde.

Márcio Thomaz Bastos foi o responsável pela modernização da Polícia Federal quando ocupou o Ministério da Justiça no governo Lula. Foi um dos principais responsáveis pela estratégia de defesa política e jurídica do então presidente Lula e do governo petista na crise do mensalão.

No direito, Thomaz Bastos era considerado um dos maiores advogados criminalistas do país _uma referência para colegas de profissão. Na política, foi um dos principais ministros do primeiro mandato do então presidente Lula. Teve atuação progressista no comando da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) paulista e federal.

Como ministro da Justiça, foi ponderado e firme. Fortaleceu a Polícia Federal aumentando o número de operações de combate à corrupção e melhorando os salários e as condições de trabalho. Dizia que era um erro tentar controlar politicamente a PF, como queriam setores do PT. A PF atuante de hoje deve muito a ele.

Thomaz Bastos ajudou Lula a amadurecer na Presidência e a atravessar a crise do mensalão. Não é exagero dizer que a presença dele salvou Lula no mensalão.

Trajetória

Considerado um dos principais nomes da advocacia criminal do país, Márcio Thomaz Bastos foi ministro da Justiça entre 2003 e 2007.

Ele era formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) na turma de 1958, foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo entre 1983 e 1985 e do Conselho Federal da OAB de 1987 a 1989.

Ultimamente, o advogado optou por enxugar a estrutura do seu escritório, passando a atuar com bancas parceiras como a de Arnaldo Malheiros filho, Pierpaolo Cruz Bottini, Celso Sanchez Vilardi e José Diogo Bastos Neto. Com eles, Thomaz Bastos dividia a atuação em grandes casos como o da Ação Penal 470, o processo do mensalão.

No mensalão, Bastos defendeu o ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado, condenado a 14 anos e 4 meses de prisão.

Bastos começou a escrever um livro de memória, contando casos da advocacia criminal. Não chegou a terminá-lo.

 

Com informações de Conjur e blog do kennedy

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