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Morre Sebastião Salgado, o fotógrafo que revelou a alma do mundo

O legado de Sebastião Salgado transcende a fotografia, unindo arte, humanismo e defesa ambiental em uma trajetória que marcou gerações

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Sebastião Salgado em imagem de 18 de maio de 2021, em Paris — Foto: Joel Saget/AFP/Arquivo

Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos do século, faleceu aos 81 anos, conforme anunciado pelo Instituto Terra, organização não-governamental fundada por ele e sua esposa, Lélia Deluiz Wanick Salgado.

Nascido em 1944, em Aimorés, Minas Gerais, Salgado deixou um legado que vai além das imagens em preto e branco que o consagraram. Sua obra, marcada por registros profundos da condição humana e da natureza, revelou as belezas e as contradições do planeta, enquanto sua vida pessoal foi dedicada à restauração ambiental e à transformação social.

Formado em economia, Salgado descobriu sua vocação para a fotografia em 1973 e, desde então, dedicou-se a captar a essência de povos, culturas e paisagens em mais de 120 países. Seus ensaios fotográficos, como “Trabalhadores”, que documentou a dureza da vida na Serra Pelada na década de 1980, e “Êxodos”, sobre os deslocamentos de povos migrantes, tornaram-se referências mundiais. Suas lentes registraram trabalhadores, comunidades indígenas, paisagens intocadas e áreas devastadas, sempre com uma abordagem humanista e sensível.

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