Mosquini detalha ao Painel Político seu papel na equipe de transição
Em áudio enviado ao Painel Político, deputado federal reeleito explica que missão da equipe é fazer um diagnóstico das contas do governo Marcos Rocha para subsidiar decisões de Marcos Rogério
📋 Em resumo ▾
- Em resposta a questionamento enviado pelo Painel Político, o deputado federal reeleito Lúcio Mosquini detalhou como pretende atuar como coordenador da transição entre os governos de Marcos Rocha e Marcos Rogério
- Segundo ele, a missão da equipe é levantar um diagnóstico das contas públicas — contratos, saldo em caixa, déficit e superávit — para subsidiar decisões do governador eleito
- Mosquini afirma não ter interesse em cargo, alegando já ter sido eleito deputado federal; ele não se manifestou especificamente sobre a hipótese de assumir a Casa Civil ou outro posto permanente na futura gestão, levantada pela reportagem
- Ele atribui a Marcos Rogério, e não à equipe de transição, a definição das prioridades para os 100 primeiros dias de mandato
- Por que importa: o teor do diagnóstico da transição tende a pautar o discurso inicial do novo governo sobre a herança deixada pela gestão anterior
O deputado federal reeleito Lúcio Mosquini, nomeado coordenador da equipe de transição entre os governos de Marcos Rocha (atual) e Marcos Rogério (governador eleito, que assume em janeiro), respondeu em áudio exclusivo ao Painel Político a uma série de perguntas sobre como pretende conduzir o trabalho nos próximos meses.
A reportagem questionou Mosquini sobre quatro pontos: (1) se a transição vai se concentrar nos próximos passos da gestão Marcos Rogério ou em levantar a situação atual do governo; (2) se ele pretende permanecer de forma permanente na equipe após a transição, inclusive na Casa Civil, dada sua relação com a Assembleia Legislativa; e (3) se já existe uma projeção de prioridades para os 100 primeiros dias de mandato.
“Tirar uma fotografia da realidade”, segundo Mosquini
Sobre o foco do trabalho, Mosquini respondeu que a missão da equipe é fazer um diagnóstico do estado atual da administração estadual, e não apenas planejar os próximos passos da nova gestão:
“A minha missão na transição é tirar uma fotografia da realidade do governo e dar subsídios para o governador eleito Marcos Rogério tomar decisões futuras dele.”
Segundo ele, esse levantamento vai abranger contas públicas, recursos públicos, saldo de contratos, dinheiro disponível em caixa, além da apuração de eventual déficit ou superávit. Mosquini afirma que essas informações serão repassadas progressivamente ao governador eleito, conforme forem sendo apuradas:
“De acordo com o que nós vamos encontrando de realidade, nós vamos informando ao governador Marcos Rogério.”
Sobre permanência na equipe: resposta genérica, sem mencionar Casa Civil
A pergunta sobre uma eventual permanência de Mosquini no primeiro escalão do governo Rogério — citando a hipótese de Casa Civil — não foi respondida de forma específica. Mosquini se limitou a descartar interesse em “cargo” de modo genérico, associando essa posição ao fato de já ter sido eleito para a Câmara dos Deputados:
“Eu não tenho interesse em cargo, fui eleito deputado federal. Então, eu não estou com essa expectativa. A minha expectativa agora é fazer um bom governo de transição.”
A resposta não esclarece, portanto, se a hipótese de uma função como a de chefe da Casa Civil está descartada, foi apenas omitida, ou se o “cargo” ao qual ele se refere diz respeito a outro tipo de posição.
Decisões sobre os 100 primeiros dias ficam com Marcos Rogério
Questionado sobre o planejamento dos primeiros 100 dias da nova gestão, Mosquini afirmou que essa definição cabe ao próprio governador eleito, e não à equipe de transição, cujo papel — segundo ele — se limita a descrever a situação encontrada e preparar a passagem de governo:
“Eu acho que o Marcos Rogério, que é o governador eleito, que pode falar melhor dos 100 primeiros dias.”
🔊 Versão em áudio disponível no topo do post.