Mulher é presa acusada de realizar ‘corridas fantasma’ para ganhar dinheiro em aplicativo

Ainda não é possível estimar tamanho do prejuízo tomado pela empresa em Curitiba

Uma mulher de 26 anos foi presa, nesta quinta-feira (19), suspeita de comandar uma quadrilha que realizava “corridas fantasma” e, assim, fraudava o sistema do aplicativo 99 para roubar dinheiro da empresa. De acordo com a Polícia Civil, Moara Celine Wojcik ainda oferecia cursos ensinando a fraude e cobrava R$ 500 por pessoa para repassar o tutorial. Um homem de 28 anos também foi preso, no Litoral do Estado, suspeito de participação na quadrilha.

De acordo com o delegado José Vitor Silva Pinhão, do 8° Distrito Policial de Curitiba, a mulher trabalhava como motorista do aplicativo e passou a realizar cadastros falsos de motoristas e passageiros com o objetivo de receber por corridas inexistentes. “Ela montava corridas e recebia antecipadamente com cartão de crédito. Posteriormente ao prazo então, a operadora informava que os supostos clientes eram fraudulentos, deixando a empresa sem nada”, disse.

Como os bandidos costumavam se utilizar dos benefícios de empresas, como corridas de graça até certo valor, acredita-se que nenhum passageiro tenha sido lesado pela fraude.

Na casa de Moara, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), a polícia apreendeu diversos cartões da empresa, chips de celulares e agendas com anotações relacionadas com a fraude. Segundo a empresa vítima, Moara foi desvinculada após a descoberta do crime, mas continuou praticando as fraudes até a prisão.

Segundo o Pinhão, ainda não se sabe quantas pessoas ela ensinou e quantas estão envolvidas com a fraude. “Estamos realizando todas as diligências necessárias para o esclarecimento do caso, bem com a identificação e prisão e outras pessoas envolvidas no crime”, concluiu o delegado

Os dois presos nesta quinta responderão pelos crimes de estelionato, associação criminosa e incitação ao crime. Ambos permanecem presos à disposição da Justiça.

Em nota, a 99 informou que, na qualidade de vítima, pediu a abertura da investigação para os órgãos responsáveis e auxiliou, quando solicitada pelas autoridades competentes, nas investigações fornecendo informações requisitadas. “A 99 reafirma a sua posição e repudia qualquer ilegalidade cometida dentro da sua plataforma”, disse a empresa.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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