Com as referências do gênero internacional, Tati Zaqui, Lexa, Ludmilla e Mary Silvestre conquistam espaço no mercado

É inegável o mérito da cantora Anitta dentro do funk. Foi a partir da ascensão da artista e do cantor Naldo Benny em 2012 que o ritmo carioca voltou aos holofotes. Ambos são responsáveis por desmarginalizar o gênero ao incorporarem referências do pop internacional nas batidas, nas letras e até na forma de se portar dentro do mercado. Ambos, por exemplo, ao derrubar o termo MC de seus nomes artísticos.

Mas coube à Anitta um papel ainda maior nesse mercado: abrir as portas para as mulheres em um espaço antes tipicamente masculino, com exceção de nomes como Valesca Popozuda, Tati Quebra Barraco e Deize Tigrona, que já faziam carreira no estilo musical.

O mundo do funk ganhou novas representantes inspiradas no trabalho de Anitta, como Lexa, Tati Zaqui, Ludmilla e Mary Silvestre. “Fico feliz de ver outras pessoas trilhando o mesmo caminho. É sinal de que estou fazendo o trabalho certo. Espero que cada vez mais pessoas consigam alcançar a visibilidade no seguimento, pois quanto mais gente colocar o funk em evidência, mais o estilo cresce”, analisa Anitta ao Correio.

As quatro estão aos poucos conquistando espaço no mundo do funk. Ludmilla foi uma das primeiras a fazer sucesso. No ano passado, a funkeira mudou de nome — antes ela era conhecida como MC Beyoncé (uma clara referência à admiração pela norte-americana) — e assinou com uma gravadora. Tudo isso ocorreu por conta do sucesso da faixa Fala mal de mim, que começou a bombar em 2012. Atualmente, ela é conhecida por hits como Hoje, Sem querere Te ensinei certim, canções do álbum de estreia, Hoje (2014).

Raio-X das funkeiras

Lexa
O envolvimento da carioca com o mundo da música foi influenciado pela mãe, que é produtora musical, e o padrasto, músico. Desde cedo, aprendeu piano e escreveu suas próprias composições. A estreia no palco foi aos 16 anos fazendo covers de artistas internacionais e nacionais. Ao ser descoberta pelo produtor Batutinha, começou a ser preparar para ser uma das divas do funk.

Principais hits
Para de marra
Posso ser
Deleta
Disponível

Ludmilla
“Não olha pro lado, quem tá passando é o bonde/ Se ficar de caozada, a porrada come”. Esses são os versos que abrem a canção Fala mal de mim. A faixa foi responsável pelo sucesso de Ludmilla, 20 anos. A jovem de Duque de Caixas (RJ) postou a canção no YouTube e se assustou com a repercussão. No início de 2014, assinou o contrato com uma gravadora, deixou o nome MC Beyoncé e viu suas faixas se tornaram trilha sonoras de novelas.

Principais hits
Hoje
Sem querer
Garota recalcada
Fala mal de mim

Mary Silvestre
Antes de se tornar funkeira, a paulista foi Miss São Paulo, vice Miss Brasil e participou do programa Caldeirão do Huck como ajudante de palco. Após integrar o programa Lucky Ladies Brasil, Mary Silvestre começou a se destacar no mercado do funk. O fato de não ter nascido em uma comunidade, afasta um pouco o público da cantora, que, às vezes, flerta mais com o pop do que o estilo.

Principais hits
Quadradinho descendo
O suave é viver
Acontece que fica
Papel de canalha

Tati Zaqui
A paulista de 21 anos lançou a primeira canção Salve MC Kauan em 2013, uma faixa que exaltava o cantor e a importância dele para o gênero musical. A canção teve uma boa repercussão entre o público de São Paulo. Mas foi com Parara tibum, produzida pelo DJ Perera e com clipe de KondZilla, que conquistou fãs. A faixa foi cantada por artistas como Anitta, Preta Gil e Claudia Leitte. Em julho deste ano, a cantora foi capa da revista Playboy devido ao sucesso.


Principais hits

Salve MC Kauan
Parara tibum
Hey Don Juan
Água na boca

Material produzido pelo Correio Braziliense

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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