O vírus das redes sociais pode definir a política de São Paulo?
Por Lilian Carvalho*
O cenário político brasileiro sempre está pronto para nos surpreender com seus novos protagonistas. Dessa vez, quem entra em cena é Pablo Marçal, o coach das massas digitais, autor de "8 Caminhos que levam à Riqueza" e, agora, candidato à prefeitura de São Paulo. Segundo o Instituto Futura Inteligência/100% Cidades, Marçal já se encontra em um surpreendente terceiro lugar nas intenções de voto, deixando para trás figuras como Datena e Tabata Amaral.
Mas, afinal, como um novato na política consegue tal proeza? A resposta pode estar na sua prévia carreira como vendedor de sonhos digitais. Com 12,5 milhões de seguidores no Instagram e 3,24 milhões no YouTube, Marçal é praticamente um popstar das redes sociais. Nesse universo, ele é quem domina a arte de capturar e manter a atenção do público, com vídeos que não ultrapassam os sagrados 90 segundos – uma estratégia digna de um TikToker profissional.
No entanto, por trás desse sucesso, pode haver algo mais "criativo" do que a simples produção de conteúdo. No mundo online, surgem as chamadas contas "sock puppet", ou, para os íntimos, os fantoches de meia, que nada mais são do que perfis falsos criados para manipular opiniões e inflar o apoio a determinadas causas. Essa tática, claro, não é novidade, especialmente na política, onde a arte de fazer barulho virtual já foi usada e abusada por diferentes espectros ideológicos. Os MAVs (Militância em Ambiente Virtual), já nos anos 2010, trabalhavam para o partido dos trabalhadores de forma a “fazer promoção e criticar a mídia”.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.