Marcelo Odebrecht diz que chegou a alertar assessores próximos da então presidente sobre os riscos das delações dos executivos da OAS e UTC.

Ex-presidente de uma das maiores empreiteiras do país, Marcelo Odebrecht admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) que tentou interferir pessoalmente junto ao Planalto nos desdobramentos da operação Lava Jato. Em seu depoimento aos procuradores responsáveis pelo caso, ele afirmou ter procurado pessoas próximas da então presidente da República, Dilma Rousseff, com o objetivo de convencê-la a agir pela liberação dos executivos das empresas OAS e UTC, presos pela Polícia Federal no âmbito da operação.

A delação de Marcelo Odebrecht teve o sigilo quebrado semana passada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O executivo revelou ao Ministério Público que procurou o então assessor especial de Dilma Rousseff Giles Azevedo, além de Sigmaringa Seixas, ex-conselheiro da seção DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), ex-deputado federal e conselheiro informal da ex-presidente da República.

Queria ajuda do Planalto para libertar os amigos executivos, e evitar que eles firmassem acordo de delação premiada com o Ministério Público.

“Teve uma questão logo no início que a gente procurou o Giles e Sigmaringa Seixas para alertar eles (sic): ‘Olha, o pessoal da OAS e UTC está preso, se vocês não encontrarem uma maneira de ajudar na libertação deles, os caras vão acabar fazendo delação”, contou Marcelo Odebrecht aos procuradores. A reunião teria ocorrido em 17 de novembro de 2014 no escritório Sigmaringa, em Brasília. Mas, segundo Odebrecht, sua tentativa não surtiu efeito.

Fonte: metrópoles.com

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