Palácio das Artes parece uma sauna por falta de ar-condicionado

É o que dá inaugurar obra para atender ao calendário eleitoral

Abuso

Quem procurou um restaurante na Avenida Pinheiro Machado no último sábado, entre as 22 a 23 horas, foi surpreendido com um aparato militar fortemente armado, daquele utilizado em operações para prender meliante de alta periculosidade. Na verdade era uma simples “visita” da Vigilância Sanitária a um restaurante.

Caricato

Os milicos de carabinas prontos para agir numa rua onde havia apenas boêmios retratam a cara de uma administração sem eira nem beira que monta um aparato bélico para dar suporte a uma “visita” que deveria ser de rotina na cozinha de um restaurante. Para se combater a violência que assola a capital não se convoca um aparato como aquele.

Constrangimento

O mais grave é que a operação espetaculosa foi feita às 22 horas, exatamente em horário de pico dos restaurantes localizados na Avenida Pinheiro Machado. Se o objetivo foi constranger os comensais e os comerciantes, a ação espetaculosa conseguiu os objetivos. Mas como era para verificar as condições de higiene, pela forma como foram embora, foi um fracasso. Lamento que não levaram a mesma operação ao prédio da prefeitura da capital, já que lá há condições insalubres com farta munição.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Papelão

A reportagem da Rede Globo sobre as péssimas condições de atendimento do Hospital João Paulo II, apesar da mídia local denunciar semanalmente, rendeu um release da área com explicações infundadas. Na campanha, o governador cassado prometeu erguer um hospital de trauma com equipamentos de última geração para atender aos acidentados, em particular de motos. Dez meses depois da promessa, os acidentados são atendidos (quando são) em condições precárias e a promessa do Trauma virou caso de polícia. Como disse a apresentadora da Globo: que papelão!

Retorno

A Justiça determinou o retorno da prefeita de Jaru, Sonia Cordeiro (PT), ao cargo de prefeita depois que a Câmara dos Vereadores decidiu afastá-la. É possível que a forma gananciosa como os edis agiram para apear a prefeita do cargo tenha sido desastrada e transgredido preceitos comezinhos do devido processo legal. Mas uma pesquisa que a coluna teve acesso revela que a população agradeceria que Sonia fosse desempregada antes da conclusão do mandato, embora os problemas jurídicos que ainda vai enfrentar podem desembocar nesta direção.

Nanicos

Um projeto que tramita no senado Federal pode acabar com as coligações caso entre na pauta desta semana e seja aprovado. Pelo projeto, os partidos “nanicos” terão problemas de eleger bancadas com o fim das coligações. O projeto também restringe o acesso dos partidos “nanicos” a debates e relativiza as coligações majoritárias ao reduzir suas cotas no tempo de TV no horário eleitoral. Em síntese: torna nanicas nas eleições as representações pigmeias. Um bom começo para acabar com o varejo na política e com partidos cartoriais.

Sauna

Mesmo lotando os shows no Palácio das Artes, teatro de Porto Velho, público e artistas têm criticado o sistema de ar condicionado que não funciona a contento, especialmente nesse pico de verão. Um show de um comediante realizado sexta-feira passada rendeu críticas de todos que se encontravam na casa de espetáculos pelo calor insuportável sem o sistema de refrigeração funcionar: uma sauna literalmente. É o que dá inaugurar obra para atender ao calendário eleitoral.

Rejeição

Uma pesquisa divulgada na última semana sobre a popularidade dos nossos políticos na capital mostrou um cenário nada alentador ao prefeito Mauro Nazif (PSB). De longe é a autoridade com maior índice de rejeição no principal colégio eleitoral, especialmente para quem sonha em se habilitar a um eventual segundo mandato. A única notícia auspiciosa da pesquisa é que o instituto responsável pela tabulação dos números é costumeiro em errar nos prognósticos. Pode ser que os números sejam menos ruins ou piores. Uma dúvida também nada alentadora para uma administração visivelmente desastrada.

Show

Foram constatadas várias irregularidades na contratação dos shows Cidade Negra e Alceu Valença, organizados pela prefeitura de Porto Velho. Mais de um milhão foram torrados irresponsavelmente na farra dos cofres da prefeitura num momento em que o país atravessa a maior crise. Todas as irregularidades foram apontadas na conclusão final da Comissão Parlamentar de Inquérito criada pela Câmara dos Vereadores e relatada pelo vereador Everaldo Fogaça (PTB). Finalmente, um trabalho digno de elogios de um legislativo com histórico controverso. Na época o prefeito quis justificar o injustificável e exonerou o titular responsável pela lambança a pedido do próprio, segundo decreto.

Blecaute

Enquanto a Eletronorte não explica as razões pelas quais a capital e outros municípios estão tendo blecautes, os servidores terceirizados da companhia continuam registrando a leitura com taxas exorbitantes. Para piorar, este ano tem sido o mais quente em relação aos anteriores com temperaturas acima do normal. – Isto é uma vergonha, como diria Boris!

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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