Parentalidade e equidade: o que o Brasil pode aprender com modelos de licença parental
Evidências indicam que licenças extensas, compartilhadas e transferíveis apoiam fecundidade e permanência feminina no mercado de trabalho

A literatura internacional associa políticas de licença parental bem desenhadas a melhores resultados de saúde materno-infantil, maior participação feminina no trabalho e redução da queda da fecundidade, segundo levantamento da População Mundial.
A Suécia concede 480 dias de benefício por criança, aproximadamente 16 meses, com combinação de remuneração vinculada à renda e cota individual por genitor. Desde julho de 2024, parte dos dias pode ser transferida a avós ou outro cuidador indicado, o que aumenta a flexibilidade familiar, conforme destacou reportagem da Voice of America.
Para a Profa. Dra. Marise Samama, presidente da AMCR, Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil, que é uma organização constituída exclusivamente por mulheres pós-graduadas na área da saúde feminina e da reprodução humana, políticas assim não são luxo, mas infraestrutura social. “Licenças bem desenhadas reduzem a penalidade da maternidade, melhoram o retorno ao trabalho e criam um ambiente mais favorável às decisões reprodutivas.”
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