Pastor e psicólogo Aluízio Vidal é denunciado por crimes sexuais em Rondônia
MP denunciou líder da Igreja Presbiteriana Gileade e ex-candidato ao Senado, por crimes sexuais contra ao menos 8 mulheres; está preso desde 15 de setembro
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- O Ministério Público de Rondônia (MPRO) ofereceu, nesta segunda-feira (28/9), denúncia contra o psicólogo e líder religioso Aluízio Vidal Flor, 58 anos, por crimes sexuais contra mulheres
- O investigado está preso preventivamente desde 15 de setembro; a denúncia aponta estupro, violação sexual mediante fraude e importunação sexual, com base também na Lei Maria da Penha
- Segundo o MPRO, ao menos 8 mulheres relataram abusos cometidos no espaço religioso onde ele atuava como pastor e em consultas psicológicas
- Por que isso importa: o investigado é ex-candidato ao Senado por Rondônia e figura pública na cidade — a denúncia ainda não é condenação, e o processo tramita parcialmente sob segredo de Justiça
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Violência Doméstica da Capital, ofereceu à Justiça, nesta segunda-feira (28/9), denúncia contra o psicólogo e líder religioso Aluízio Vidal Flor, de 58 anos, investigado por crimes sexuais praticados contra mulheres que frequentavam o espaço religioso onde atuava e também eram atendidas por ele em consultas profissionais de psicologia. O investigado está preso preventivamente desde o dia 15 de setembro.
O que a denúncia aponta
Segundo apurações do MPRO, o investigado teria se aproveitado da posição de liderança religiosa — como pastor da Igreja Presbiteriana Gileade, em Porto Velho — e da condição de psicólogo para praticar os crimes. De acordo com informações reunidas no caso, a denúncia formal engloba os crimes de estupro, violação sexual mediante fraude e importunação sexual, com base também na Lei Maria da Penha. O Painel Político não teve acesso ao teor completo da denúncia, que tramita parcialmente sob segredo de Justiça, e reproduz aqui apenas o que consta nas informações públicas do MPRO e da Polícia Civil.
Após o primeiro caso chegar ao conhecimento das autoridades, outras mulheres procuraram a Polícia Civil e o Ministério Público para relatar situações de abuso. Segundo o MPRO, ao menos 8 mulheres formalizaram relatos contra o investigado. Essas declarações contribuíram para o avanço das investigações e para a adoção das medidas previstas no processo criminal.
Atendimento às vítimas
As mulheres foram atendidas pelo Núcleo de Assistência às Vítimas (Navit), do MPRO, onde receberam acolhimento, foram ouvidas e tiveram acesso a acompanhamento psicológico. Parte delas também foi encaminhada para atendimento especializado na Delegacia da Mulher. O atendimento busca oferecer suporte às vítimas durante o andamento do caso, e as medidas adotadas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil tiveram prosseguimento até a apresentação da denúncia à Justiça.
O Painel Político não identifica, nem aqui nem em qualquer outra cobertura, as mulheres envolvidas no caso — essa é uma linha que não cruzamos, independentemente do que outras fontes possam publicar.
Quem é o investigado
Aluízio Vidal Flor é conhecido pela atuação religiosa e política em Rondônia: foi candidato ao Senado pelo estado em 2018, e mais recentemente concorreu à Prefeitura de Porto Velho, segundo apurado por outros veículos. Como o Painel Político já havia informado nesta cobertura anterior, a prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil em 15 de setembro.
O que ainda está em aberto
A defesa de Aluízio Vidal foi procurada por pelo menos um veículo de imprensa para se manifestar sobre a denúncia e optou por não comentar o caso até o momento. Representantes da Igreja Presbiteriana Gileade também não se manifestaram publicamente. Informação insuficiente para verificar: o Painel Político não teve, até o fechamento desta matéria, retorno próprio da defesa do investigado — e continuará buscando essa manifestação para atualizar a cobertura.
O processo segue em andamento na Justiça, e a denúncia oferecida pelo MPRO ainda será analisada pelo juízo competente antes de qualquer decisão sobre o mérito das acusações. Nenhuma condenação foi proferida até o momento — a denúncia representa o início da ação penal, não seu desfecho.
Versão em áudio disponível no topo do post.