Pedinte põe fogo em carro no DF após motorista se negar a dar dinheiro

Homem queimou para-choque em quadra da Asa Norte; vizinhos controlaram incêndio com baldes de água. Veja vídeo.

Um pedinte queimou o para-choque de um carro por volta das 18h desta quinta-feira (2) logo após o dono do veículo dizer que não tinha dinheiro para doar. O caso ocorreu em frente a um bloco residencial na Asa Norte, em Brasília.

O dono do carro disse que tinha acabado de chegar do trabalho e, quando conseguiu estacionar, foi abordado pelo homem, que lhe pediu dinheiro.

O motorista disse que não tinha e seguiu o caminho de casa. Logo depois, o carro começou a pegar fogo.

Nas imagens de uma câmera de monitoramento é possível ver quando o motorista acionou o alarme e deixou o local. O pedinte permaneceu em frente ao carro, com uma garrafa. De repente, um clarão apareceu no para-choque do carro.

“A explosão foi tão grande que eu pensei que tinha pegado nos outros carros também. Então, eu não sei o que que esse cara faria mais. Como ele tava muito doido, eu parti pra cima”, disse o motorista, que não quis se identificar.

Os vizinhos desceram com baldes de água para controlar as chamas e, na confusão, o pedinte conseguiu escapar.

Recorrente

Moradores da região reclamaram da falta de segurança e da abordagem constante de pedintes, vigias e moradores de rua. “Você estando de carro ou não, muitas vezes, é abordado. Na maioria das vezes, [pedem] dinheiro”, disse o estudante André Santos.

Há cerca de um mês, o síndico de um bloco na Asa Norte viu o carro ser depredado. “Não só eu, outros moradores aqui da quadra foram vítimas de um outro morador de rua”, disse o gerente de tecnologia Leandro Rodrigues.

“Ele tem o costume de danificar os carros, né? Fura o pneu e arranha a lataria. Ele anda com alguma espécie de chave ou canivete na mão e faz isso aí pela rua.”

“Aqui não existe polícia. Inclusive, quando a gente chama por algum motivo, tudo acontece e a polícia não chega”, disse a especialista em relações públicas Patrícia Laís Dias.

Fonte: g1

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