Pesquisa aponta que violência e saúde ineficiente são os que mais afetam o brasileiro

A falta de um emprego é o terceiro problema mais mencionado no estudo

O quesito que mais afeta a vida dos brasileiros é “segurança, violência e criminalidade”. Essa opção foi escolhida por 67% dos brasileiros que participaram da pesquisa Pulso Brasil, realizada pela Ipsos entre 1 e 12 de julho. Na sequência, aparece “serviços de saúde deficientes” (54%) e “desemprego” (43%).

A preocupação com violência é alta em todas as faixas de renda, mas as classes alta e média são quem mais se sentem afetadas. Ao todo, 73% dos entrevistados que ganham entre cinco e dez salários mínimos e dos que recebem acima de 20 salários mínimos mencionaram segurança como sua principal preocupação.

Esse número cai para 54% entre os que ganham até um salário mínimo, ficando atrás de falta de emprego (55%), que foi o item considerado como maior preocupação por essa faixa de renda.

Os serviços deficientes em saúde, o segundo maior problema para os brasileiros de acordo com a pesquisa Ipsos, recebeu mais menções entre os mais velhos, tendo sido mencionado por 72% daqueles com 66 anos ou mais, e entre os mais pobres, sendo apontado por 61% dos pesquisados que recebem entre um e dois salários mínimos.

Pesquisa Ipsos
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Entre os que ganham acima de 20 salários mínimos, a opção foi mencionada por apenas 27% dos entrevistados. Para a camada mais rica da população, congestionamento de veículos é a segunda preocupação mais mencionada.

A falta de emprego é mais sentida por aqueles entre 35 e 44 anos. De acordo com a pesquisa, 49% das pessoas nessa faixa etária afirmam que o desemprego é o problema que mais afeta suas vidas.

Entre as classes sociais, os mais pobres, que recebem até um salário mínimo, são os que mais mencionam esse item (55%). Entre as regiões, o Nordeste é onde a falta de emprego é mais sentida, sendo mencionada por metade (51%) das pessoas pesquisadas.

“Durante a boa fase da economia vivida na última década, mais brasileiros ascenderam socialmente e passaram a demandar melhores serviços. Problemas sociais de longa data, como saúde deficiente e a violência endêmica, ganharam relevância, especialmente porque as necessárias reformas nessas áreas nunca aconteceram de maneira consistente. Com o declínio da economia, vemos, além da demanda por melhores serviços, a preocupação  com o desemprego, que agora passa a fazer parte desse rol de preocupações mais urgentes na vida das pessoas”, afirma Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs.

Os resultados fazem parte do levantamento mensal da Ipsos, Pulso Brasil, realizado no país desde 2005. Nesse módulo, a Ipsos perguntou aos entrevistados “Qual é o problema que mais o(a) afeta pessoalmente?”.

Foram apresentadas 19 opções aos entrevistados: a pobreza, a falta de emprego, más condições de moradia, segurança, violência & criminalidade, venda & consumo de drogas, serviços de saúde deficientes, serviços de educação deficientes, sistema de transporte público deficiente, o congestionamento de veículos, a poluição, falta de água, falta de energia elétrica, falta de rede de esgoto, coleta de lixo e limpeza urbana.

A pergunta foi estimulada com cartão rodiziado. Foram dadas quatro versões de cartões e as opções de resposta apareciam em ordens alternadas. Não houve esposta espontânea para essa questão.

O que resolver primeiro?

A pesquisa também analisou quais problemas os brasileiros acreditam que precisam ser resolvidos primeiro. A falta de emprego ficou no topo da lista, sendo escolhida por 53% dos entrevistados. O tópico é uma prioridade para 57% entre aqueles que ganham entre três e cinco salários mínimos. Para aqueles que recebem acima de 20 salários mínimos, o item recebeu 8% das menções.

Pesquisa Ipsos
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No Norte, resolver a falta de emprego é a prioridade de mais da metade dos pesquisados (67%), seguida pelo Sul, onde 61% dos pesquisados acreditam que esse quesito precisa ser prioritário. No Centro-Oeste, 43% afirmam que falta de emprego é o problema que precisa ser resolvido primeiro.

Em segundo lugar na lista, o problema que mais precisa ser endereçado é a má qualidade da assistência médica. De acordo com a pesquisa, 48% dos pesquisados citaram esse tópico, com maior incidência entre aqueles que recebem entre um e três salários mínimos – metade (50%) dos pesquisados nessas faixas de renda mencionaram serviço de saúde ruimcomo o segundo problema prioritário no Brasil hoje. O item teve mais menções no Sul (54%) e menos no Centro-Oeste (46%).

Crimes e violência contra as pessoas foi mencionado por quatro entre dez entrevistados (41%), sendo que a incidência de respostas foi maior entre os de 45 a 59 anos (50%) e entre os mais pobres, sendo mencionado por metade (51%) entre os que ganham entre um e dois salários mínimos. Os entrevistados do Norte foram os que mais citaram a necessidade de se resolver a violência (60%). Já os do Sudeste foram os que citaram menos esse item (39%).

Sobre a Ipsos
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de publicidade, fidelização de clientes, marketing, mídia, opinião pública e coleta de dados. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e analisam audiência, medem a opinião pública ao redor do mundo. Para mais informações, acesse: www.ipsos.com.br,www.ipsos.com e https://youtu.be/WRgOg9Wnr4o

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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